João Sousa: «Não estive à altura do desafio»
Assumiu-se triste por não ter conseguido retribuir o apoio do público vimaranense na eliminatória da Taça Davis em ténis com a Áustria.
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João Sousa reconheceu que este domingo não esteve à altura do desafio que Dominic Thiem representou e assumiu-se triste por não ter conseguido retribuir o apoio do público vimaranense na eliminatória da Taça Davis em ténis com a Áustria.
"Eu não estive à altura do desafio. Tenho pena de não poder retribuir um pouco o esforço que todas as pessoas fizeram durante estes três dias. Triste por não poder ajudar a equipa, mas estou consciente de que dei tudo o que tinha. O ténis é mesmo assim. Na próxima vez, iremos dar tudo por tudo", começou por dizer o número um nacional, depois de perder em três 'sets' com Dominic Thiem.
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Sousa repetiu várias vezes que não esteve à altura do nível exigindo, assumindo também que, se calhar, nas últimas semanas também não tem estado. "Sabia que o Thiem estava com muita confiança, era consciente que devia jogar a um nível muito elevado e não fui capaz. Sinto-me frustrado", acrescentou, indicando que se sentia bem psicologicamente, mas que fisicamente não estava tão bem.
Questionado sobre se gostaria que a Taça Davis voltasse a Guimarães, o 37.º jogador mundial garantiu que assinaria já por baixo. "Não é por ser de Guimarães mas acho que tivemos um público como nunca tivemos [Nuno Marques confirma dizendo 'nunca, nunca']. Adorava ter em todas as eliminatórias este ambiente. Os austríacos trouxeram 15 pessoas e fizeram uma barulheira. Adorava ter um apoio assim quando jogarmos lá fora", confessou.
João Sousa respondeu ainda que para Portugal ter os meios (e a ambição) de que a Áustria dispõe falta apenas dinheiro. "Cada seleção e cada Federação joga com aquilo que tem. Imagino que a Áustria tenha outros meios que nós não temos. Cada equipa dá o melhor com aquilo que tem. Acho que não faltou nada, faltou um bocadinho de sorte, eu não ter jogado melhor, o Gastão estar a dois pontos de vencer", enumerou.
O capitão Nuno Marques lembrou que no sábado o marcador até poderia ter estado 2-0 a favor de Portugal, considerando que a primeira eliminatória do Grupo I da zona Europa/África da Taça Davis foi muito igualada. "É normal estar toda a gente triste, mas já nos têm dado muitas, muitas alegrias. Foram três dias únicos. Não saio com o sabor de derrotado, na próxima vamos estar ainda mais fortes", disse, acrescentando que faltou "um bocadinho" à seleção portuguesa para ganhar.
Nuno Marques defendeu ainda o comportamento do 'capitão' austríaco, Stefan Koubek, no encontro de singulares de sexta-feira entre Thiem e Gastão Elias, que ditou a derrota do português: "O que ele fez foi permitido. Houve espaço no contexto do juiz-árbitro. Ele fez porque teve espaço para isso e não devia ter tido. Ele é muito bom".
O técnico nacional elogiou também Dominic Thiem, o 14.º tenista mundial, que definiu como "um grande jogador". "O que mais me impressionou é que ele perdeu a cabeça durante cinco minutos e isso podia ter feito a diferença para nós. O Gastão teve-o nas 'cordas'. Essa foi a única altura em que ele esteve vulnerável. Depois desses cinco minutos, não mais abriu a boca e jogou um grande ténis", sublinhou.
Já Pedro Sousa, que teve a responsabilidade de encerrar a eliminatória já depois desta estar decidida a favor da Áustria, reconheceu que no regresso há Davis, depois de três anos de ausência, estava "um bocado nervoso". "Não jogava Taça Davis há algum tempo, nem me lembro da última vez. O jogo foi decidido em pequenos detalhes e infelizmente acabei por perder", resumiu, após sair derrotado do encontro com Dennis Novak, por 6-4 e 6-3.