Mundiais de Veteranos: Portugal com vitórias sobre Irlanda e Índia

Nos escalões feminino de mais de 50 anos e nos masculinos de mais de 60 e 50 anos

Duas seleções nacionais venceram hoje (quarta-feira) os seus embates no penúltimo dia do ITF Seniors World Team Championships – o Campeonato do Mundo de Veteranos por Equipas da Federação Internacional de Ténis – que a Federação Portuguesa de Ténis está a organizar em Lisboa, Oeiras e Cascais.
 
Esta primeira experiência da FPT de apostar seriamente em seleções nacionais de veteranos está a dar resultados e os triunfos de hoje foram sobre a Irlanda no escalão feminino de mais de 50 anos e diante da Índia no masculino de mais de 60 anos.
 
A categoria masculina de mais de 50 anos viveu uma quarta jornada épica e esteve perto de vergar a Suíça, enquanto os desaires da equipa masculina de +55 perante a Grã-Bretanha e da formação feminina de +60 diante da Holanda foram perfeitamente naturais, dada a superioridade das nações adversárias.
 
Uma vez mais provou-se que nos escalões etários de mais de 50, 55 e 60 anos Portugal não é dos melhores países mas também não é dos piores, num Mundial que apresenta 130 equipas de 32 países.
 
A vitória mais folgada de Portugal foi sobre a Índia, no Estádio Nacional, sem perder qualquer set em três encontros. O capitão e campeão nacional Vítor Pereira voltou a ganhar, desta feita por 6-1 e 6-1 diante de Ajeet Bhardwaj, o único indiano que habitualmente joga e treina em terra batida.
 
Como recordou o capitão da Índia, Rakesh Kohli, «a Índia tem uma enorme tradição no ténis, com duas presenças na final da Taça Davis e vários n.º1 mundiais de pares, mas praticamente só se joga em hardcourts ou relva. A terra batida não é habitual».
 
No segundo singular, o n.º1 português e vice-campeão nacional, José Alberto Pereira, carimbou a sua primeira vitória na competição, sobre Bhag Negi por 6-0 e 6-0 e depois repetiu a dose nos pares, ao lado de Gil Reis, desfeiteando Bhag Negi e Kishore Choudhary por 6-2 e 6-3.
 
«Agora começamos a compreender que neste Mundial há claramente uma primeira linha e uma segunda. Nós pensamos que estamos bem nessa segunda linha e os resultados têm-no demonstrado: ganhámos à Dinamarca, poderíamos ter ganho à Suécia, pois foi por um triz, e agora ganhámos claramente à Índia», disse Vítor Pereira.
 
Com esta vitória, Portugal passa a lutar por um lugar entre o 17.º e o 20.º na Von Cramm Cup (M +60). Em caso de derrota hoje estaria a jogar pelas posições 21ª-24.ª. Amanhã vai defrontar a África do Sul a partir das 9h30.
 
O outro êxito português do dia foi particularmente saboroso por ter sido o primeiro na competição na Maria Esther Bueno Cup (F +50), no Clube de Ténis do Estoril. Portugal bateu a Irlanda por 2-1, mas, atenção, assegurou logo os dois singulares e a derrota no par já não contou praticamente.
 
Deolinda Duarte voltou a estar bem e arrasou Aoifin Shorten por 6-0 e 6-0; Isabel Pinto mostrou-se também demasiado forte (6-0 e 6-2) para Sophia Dobbs e depois emparceirou com a capitã Paula Falcão mas perderam o par para Jean Baker e Mary Power por 6-2 e 6-4.
 
Portugal fica assim na luta por um lugar entre o 13.º e o 16.º. Com esta vitória já evitou uma posição entre a 17.ª e a 20.ª. Amanhã, no CTE, defronta a África do Sul às 9h30.
 
Entretanto, no CIF, viveu-se uma autêntica batalha com configurações de maratona tenística. «Começámos a jogar às 9h30 e terminámos agora às 18h00. Tive ameaças de cãibras a partir do oitavo jogo do terceiro set», disse o capitão da Suíça, Christian Ernst, depois do suado triunfo por 2-1.
 
Sandro della Piana superou Vasco Graça por 6-0 e 6-4, num duelo mais renhido do que parece pois prolongou-se por quase duas horas. No singular seguinte, foram cerca de três horas para o capitão Nuno Delfino igualar o embate ao superar Christian Ernst por 3-6, 6-2 e 7-5. Mas foi nos pares que se viveu algum drama desportivo. Nuno Mota e Vasco Graça venceram o primeiro set por 6-3, estiveram com um break à maior no segundo set, mas permitiram que Stefan Bienz e Sandro della Piana empatassem por 6-2. A decisão da eliminatória foi ao tie-break de terceiro set, Portugal liderou por 5-4 e serviço, mas acabou por soçobrar com o resultado final de 3-6, 6-2 e 7-6 (7/5).
 
Nesta Fred Perry Cup, Portugal vai agora lutar pelas posições entre a 13.ª e a 16.ª, medindo forças amanhã no CIF com o Brasil.
 
«Quero dar os parabéns à equipa porque a nível de empenho não se pode apontar coisa alguma. Acho que o que falhou foi a sorte. Não me parece que seja fácil apontar uma situação em particular. Quando se está a servir a 5-4 de um tie-break faltou uma pontinha de sorte. Caiu para eles para poderia ter caído para nós», disse Nuno Delfino.
 
Na Austria Cup (M +55) Portugal defrontou a forte Grã-Bretanha. João Freitas perdeu por 6-1 e 6-2 com Peter Wingrove que há dois meses foi semifinalista no British Open Seniors Clay Court Championship e é o 78.º mundial. Paulo Travassos, sem jogar nada mal, cedeu por 6-1 e 6-4 com Chris Hearn que, como salientou o capitão português, «já foi .º5 mundial em 2016 e n.º1 mundial de pares» e que em 2017 conquistou o British Open Seniors Indoor Championship. E nos pares Sotero Rebelo e Jorge Almeida vergaram-se face a Alistair Alexander e Andrew Hutchinson por 6-2 e 6-2. 
 
Portugal vai ter agora um dia de descanso e voltará na quinta-feira para lutar pelo 12.º lugar e se perder terminará a sua prestação em 13.º. «Para ser uma primeira vez que estamos a jogar este Mundial, entre 23 equipas, identifica bem o lugar que ocupamos entre os veteranos e ganhámos experiência», analisou o capitão Paulo Travassos.
 
A única equipa portuguesa que encerrou a sua participação foi a feminina de +60, fechando a Alice Marble Cup no 10.º lugar. Frente à holanda, Margarida Araújo foi titular em singulares e perdeu com Annelies Simons por 6-0 e 6-4; no confronto de capitãs Isabel Cunha de Eça soçobrou diante de Karien Theeuwes por 6-0 e 6-4; e Carmo Santos e Isabel Cunha de Eça tombaram frente a Thea Rietveld-Esser e Sylvia Lievers-Kronenburg por 6-2 e 6-3.
 
«O 10.º lugar é um belíssimo resultado. Considerando que é uma equipa estreante em torneios internacionais, que é uma equipa com jogadoras de vários pontos do país, que torna difícil o treino conjunto uns dias antes da prova, pelo que um 10.º lugar em 17 equipas parece-me bom», asseverou a capitã Isabel Cunha de Eça.
 
Hoje só descansou a equipa feminina de +55, na Maureen Connolly Cup, que irá jogar amanhã, no Jamor, frente à Argentina, para as posições da 7.ª à 10.ª.
 
Entretanto, na luta pelos títulos de campeões do Mundo, já se vão jogar amanhã as meias-finais: Em Femininos +50, Estados Unidos-França e Espanha-Holanda. Em Femininos +55, Alemanha-França e Holanda-Estados Unidos. Em Femininos +60, Estados Unidos-Grã-Bretanha e Austrália-França. Em Masculinos +50, França-Itália e Suécia-Espanha. Em Masculinos +55, Espanha-Suécia e Áustria-França. Em Masculinos +60, Estados Unidos-Austrália e França-Alemanha.
 
Na conta de Facebook do torneio (https://www.facebook.com/ITFSeniorsWorldTennisChampionshipsPortugal2019/) há entrevistas em vídeo com vários capitães e jogadores.
 
Para resultados completos das largas dezenas de encontros a decorrer, quadros e ordens de jogos do dia seguinte deverá consultar-se o site: https://www.itftennis.com/seniors/world-team-champs/seniors/itf-seniors-world-team-championships.aspx

Por Hugo Ribeiro
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Ténis

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0