Mundiais de Veteranos: Portugueses destacam-se em dia de visita de estado

João Paulo Rebelo, secretário de estado do desporto e juventude, visitou o Estádio Nacional e almoçou no mundial com o presidente do IPDJ Vítor Pataco e a direção da FPT

João Paulo Rebelo, o secretário de Estado do Desporto e Juventude, visitou hoje (segunda-feira) os 39.º Campeonatos Mundiais de Veteranos que a Federação Internacional de Ténis trouxe para Portugal, sob a organização da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), e gostou do que viu.
 
«Uma excelência de organização a que a FPT já nos habituou e estou impressionado com os números deste Campeonato Mundial de Veteranos, com quase seis centenas de jogadores (582) um bocadinho de todo o Mundo (49 países), primeiro para um torneio entre seleções nacionais e agora a nível individual. Já tive oportunidade de conversar com alguns jogadores e o ‘feedback’ deles é extraordinário. O ténis tem importância como instrumento para alavancar a nossa economia, muito particularmente através do turismo», disse o governante português. 
 
João Paulo Rebelo estava no Estádio Nacional para as comemorações oficiais do Dia Internacional da Juventude, que decorreram no Centro Desportivo Nacional do Jamor (CDNJ), e aproveitou para almoçar no restaurante dos jogadores do Mundial de ténis, juntamente com Vítor Pataco, o presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), uma das entidades patrocinadores do evento.
 
O presidente da FPT, Vasco Costa, e outros membros da Direção da federação, receberam a visita de Estado e depois sublinhou que «a Secretaria de Estado do Desporto e Juventude tem sempre apoiado a FPT e tem feito visitas aos eventos que organizamos».
 
Os atletas portugueses corresponderam da melhor maneira à visita governamental com algumas exibições de luxo e teremos cinco portugueses na terceira ronda.
 
No torneio feminino de +60 a terceira ronda é equivalente a oitavos de final e Isabel Cunha de Eça está a cotar-se como uma agradável surpresa. A campeã nacional de 2017 tinha.se desforrado ontem da derrota que a holandesa Karien Theeuwes, a 10.ª cabeça de série, lhe tinha imposto no Mundial por equipas da semana passada. Hoje, sem descansar, deixou pelo caminho a peruana Rosa Mendonza por 6-2 e 6-1.
 
«Estive uns tempos sem jogar ténis por opção própria mas tenho investido muito na preparação física. Mesmo assim, a jogar todos os dias, claro que se sente o cansaço, mas é excelente estar na terceira ronda, até porque só por uma vez tinha jogado num Mundial, há exatamente dez anos, em Maiorca, e perdi na primeira ronda. Uma derrota que fez-me mudar muita coisa no meu ténis», disse a capitã da seleção nacional na semana passada.
 
Agora, nos oitavos de final, terá pela frente uma adversária extremamente complicada, a australiana Leanne Scott, a 8.ª cabeça de série, 10.ª do ranking mundial, que este ano já foi 6.ª e que só na presente temporada já atingiu uma final e mais três meias-finais em torneios de seniores da ITF.
 
No torneio masculino de +55, Paulo Travassos continua a deslumbrar pela eficácia quase matemática com que "despacha" adversários. Hoje foi o chileno Claudio Traverso, o 26.º cabeça de série, por 6-2 e 6-3. O campeão nacional já leva cinco vitórias e apenas uma derrota desde que se iniciaram estes Mundiais em Portugal.
 
«Amanhã, na terceira ronda, vai ser duro, porque vou jogar com aquele francês que se sagrou campeão do Mundo por equipas na semana passada em +55», disse Travassos, treinador no Clube de Ténis do Estoril. Com efeito, Franck Hervy é o 6.º cabeça de série. Foi n.º2 mundial em 2016 e é o atual campeão do Open de França de seniores, estando invicto em singulares este ano, com 8 vitórias.
 
Tal como Paulo Travassos, também Nuno Delfino coleciona cinco encontros ganhos e apenas um perdido desde que se iniciaram estes mundiais. Mas no caso do ex-campeão nacional, o desgaste é maior porque já teve três encontros em três sets e hoje voltou a ter um embate duro com o espanhol Fernando Gomez Seg por 7-5 e 6-3.
 
«Hoje até estranhei ter ganho em dois sets. Claro que tenho de gerir tudo com calminha e tento dormir bem e arranjar energias positivas. Não há fórmula secreta, é recuperar o melhor possível. Andei a treinar e a jogar torneios para poder preparar competições deste nível. Também tenho tido alguma felicidade, mas nada será mais fácil daqui para a frente, embora esteja contente pela forma como estou a jogar», disse o algarvio.
 
O seu próximo adversário será o australiano Matt Ilott, o 15.º cabeça de série e 35.º do ranking mundial, que este ano já alcançou uma final e três meias-finais em torneios ITF.
 
Pedro Martins também se qualificou hoje para a terceira ronda de +50, ao desfeitear o sueco Jan Hedman, o 33.º cabeça de série, por 0-6, 6-1 e 6-3. Parciais algo estranhos que o campeão nacional em 2017 comentou da seguinte forma: «No ténis o ditado é velho e diz que não interessa como se começa mas como se acaba. Eu não deitei a toalha ao chão depois do 6-0 e consegui puxar o encontro para o ritmo que mais me interessava, mais calmo, e ele foi-se espalhando. Já não é a primeira vez que perco um primeiro set por 6-0 e depois ganho o encontro».

Na terceira ronda Pedro Martins terá pela frente o letão Egils Valeinis, o 14.º cabeça de série e 28.º do ranking ITF, que há um ano era top-10 e que este ano, em três torneios ITF disputados no seu país fez uma final e duas meias-finais.
 
O outro português na terceira ronda de +55 é Carlos Santos, que há três anos não jogava torneios pontuáveis para o ranking de veteranos da ITF, nem sequer o Campeonato Nacional. Hoje Carlos Santos nem teve de jogar, dada a desistência por lesão de Henrik Holm, o 8.º cabeça de série.
 
Este sueco era uma das estrelas do Mundial e candidato ao título, pois, ao contrário da maioria dos 582 participantes da prova, foi profissional e de bom nível. Basta dizer que chegou a ser 17.º no ranking ATP, ganhou seis Challengers, entre os quais o Open dos Açores em 1992, e conquistou quatro torneios ATP de pares.
 
Nos restantes encontros de singulares em que estiveram envolvidos portugueses houve sete derrotas nacionais:
 
Karl Pansy (Áustria/cs7)-Francisco Carrilho (Portugal), 6-0, 6-1; Marina Korepanova (Rússia)-Luísa Gouveia (Portugal/cs16), 6-1, 6-3; Karim Strohmeier Merino (Perú/cs7)-Isabel Pinto (Portugal), 6-0, 6-1; Teresa Catlin (Grã-Bretanha/cs6)-Deolinda Duarte (Portugal), 6-0, 6-2; Michael Benichou (França/cs27)-Vasco Graça (Portugal), 6-3, 6-3; Eric Friedman (Estados Unidos/cs26)-Rui Marques (Portugal/Q), 6-1, 6-1; Eduard Osta Valenti (Espanha/cs4)-João Carlos Parreira (Portugal), 6-0, 6-1.
 
Os Mundiais Individuais incluem ainda pares femininos, pares masculinos, pares mistos e consolações, num total de 22 torneios em simultâneo e recomeçam amanhã (terça-feira) no Jamor e no CIF a partir das 9h00.
 
Para resultados e ordens de jogos é favor consultar o site oficial da Federação Internacional de Ténis, no link: https://www.itftennis.com/seniors/tournaments/tournament/info.aspx?tournamentid=1100044903
 
 
Na conta de Facebook do torneio (https://www.facebook.com/ITFSeniorsWorldTennisChampionshipsPortugal2019/) há entrevistas em vídeo com vários jogadores e algumas informações detalhadas sobre os encontros.

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