Nacional Absoluto: Qualificação para festa do ténis com contraste de gerações no regresso à Madeira

A prova máxima a ‘nível interno’ da Federação Portuguesa de Ténis viaja pela segunda vez à região autónoma da madeira mas pela primeira vez à ilha da Madeira

Começou este sábado a edição de 2019 do Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto, segunda no Arquipélago da Madeira e primeira no Funchal, com a Quinta Magnólia a servir de palco à prova rainha do ténis nacional.
 
A jornada inaugural arrancou com o sign-in da fase de qualificação e contou, sobretudo, com protagonistas madeirenses: dos 14 tenistas a irem a jogo no primeiro dia, 12 representam clubes do arquipélago.
 
Os primeiros a vencer foram Paulo Silva (CD Nacional), que aplicou 6-2 e 6-0 a Pedro Gomes (CT Funchal), Pedro Quintal (CD Nacional), que derrotou Nuno Franco (Ludens CM) por 6-3 e 6-1), e Rodrigo Carvalho (CT Estoril), que atravessou o Atlântico para superar André Dias (Ludens CM) sem ceder qualquer jogo: 6-0 e 6-0.
 
Na sequência, o sorteio e a ordem de jogos reservaram verdadeiros duelos de gerações: João Fernandes, do CT Funchal e de 43 anos, impôs-se perante o bem mais novo Henrique Soares (CD Nacional, 16 anos) com 6-0 e 6-2; Hector Teixeira, de 39 anos e do CD Nacional, deu a volta a Gerson Santos (23 anos e do CT Funchal) para triunfar por 0-6, 7-5 e 6-1; João Henrique Câmara, de 20 anos e do Ferraz TC, derrotou Vítor Marques, de 34 e do CD Nacional, por 6-0 e 6-0.
 
E, no duelo com maior diferença de idades em todo o torneio, Miguel Gomes — de 15 anos e do Clube de Campo Quinta da Moura, mas que atualmente integra a equipa do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis — não perdeu tempo e passou pelo bem mais velho Nélio Moura (que aos 47 anos joga pelo Smash TC) com 6-0 e 6-1
 
O madeirense sonhava há muitos anos com esta experiência e o regresso do Campeonato Nacional Absoluto ao Arquipélago da Madeira (em 2005 a prova jogou-se em Porto Santo) permitiu, finalmente, concretizá-la.
 
«Sempre quis participar mas realiza-se sempre em setembro, o que coincide com o meu período de trabalho, mas desta vez ficou mais fácil e estou a gostar bastante», contou, antes de se desfazer em elogios ao jovem adversário.
 
«Joguei com um rapaz que é muito provavelmente o melhor jogador do qualifying e foi muito agradável, porque pude trocar umas bolas com alguém que está claramente num excelente nível, a aprender muito e que tem muito potencial, por isso espero que vá longe», acrescentou.
 
Se agora é de raquete na mão que Nélio Moura mais feliz se sente, o início da carreira desportiva foi dedicado a outro desporto.
 
«Fui jogador de andebol e só aos 26 anos é que fiz um investimento muito grande no ténis e comecei a jogar. É uma paixão e queria fazer parte da festa do ténis, sou professor [de educação física, no ensino secundário] e é um desporto que abordamos e do qual os alunos gostam muito», recordou.
 
Campeão de singulares e pares ao nível regional no escalão de veteranos, também disputou uma final de pares no Campeonato Regional Absoluto e espera que o ténis na Madeira continue a crescer, «porque nem todas as pessoas têm a possibilidade de viajar e é importante haver mais proximidade entre o continente e a ilha para os nossos atletas mais novos terem este tipo de experiências».
 
Para a jornada de domingo estão reservados os oito encontros da segunda e última ronda do qualifying, que darão a conhecer os oito apurados para "grelha" de singulares. Às 12h acontece o sorteio dos quadros principais de singulares.

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