Obidos Ladies Open: Francisca Jorge segue estratégia de 2018

Bicampeã nacional quis jogar a qualificação

Francisca Jorge foi eliminada nesta terça-feira na última ronda da fase de qualificação do 1.º Obidos Ladies Open de 2019, mas não se mostrou demasiado preocupada e parece segura de seguir a mesma estratégia que tão bons resultados lhe deu há um ano. 

A bicampeã nacional, posicionada no 649.º do ranking mundial WTA e 71.ª na nova hierarquia da Federação Internacional de Ténis (ITF), ainda não consegue entrar diretamente em quadros principais de torneios de 25 mil dólares em prémios monetários, cerca de 22.314 euros. 

Tal como no ano passado, a Bom Sucesso Tennis Academy, situada naquele resort de Óbidos, apostou em quatro eventos dessa categoria de W25, como agora são designados estes eventos do novo ITF World Tennis Tour, todos disputados em courts de relva sintética. 

Francisca Jorge até começou bem a sua campanha, com uma vitória clara sobre a indiana Saisha Khanna (sem classificação internacional) por 6-1 e 6-1, no primeiro confronto entre ambas. Mas depois, no duelo que decidia o apuramento para o quadro principal, soçobrou diante da britânica Eden Silva (462.ª WTA e 876.ª ITF), por 7-5 e 6-4, também na primeira vez que mediu forças com esta adversária. 

«Foram dois encontros positivos, embora no primeiro com uma vitória e no segundo já não com o resultado esperado. Mas foi um bom encontro, que serviu de aprendizagem, do qual tirei informações muito boas e indicações sobre o que posso melhorar», disse a portuguesa de apenas 18 anos, em exclusivo a Record Online, parceiro media do evento. 

Eden Silva, a segunda cabeça de série do qualifying está melhor classificada no ranking mundial do que a campeã nacional (10.ª cabeça de série) e já foi bem-sucedida em Portugal, quando, em 2018 ganhou o torneio de pares do ITF de 15 mil dólares do Seixal, ao lado da cambojana Andrea Ka, exatamente a jogadora que esta semana emparceirou com Francisca Jorge. 

Também aí, no torneio de pares, Francisca Jorge e Andrea Ka foram eliminadas prematuramente, logo na primeira ronda do quadro principal, diante da francesa Amandine Hesse e da húngara Dalma Galfi por 6-3 e 6-3. 

Claro que Francisca Jorge, jogadora do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, poderia ter jogado o quadro principal de singulares se desejasse. Não lhe seria seguramente recusado um convite, mas a experiência do ano passado levou-a a preferir arriscar a fase de qualificação. 

«Joguei a fase de qualificação por opção. São os primeiros torneios do ano em relva sintética e é uma superfície difícil de se jogar. Por isso, conversei com a Neuza Silva (selecionadora nacional) e tomámos esta decisão. Achámos melhor começar pela qualificação e quem sabe se nos torneios mais à frente então terei um wild card para o quadro principal, visto não ter ainda ranking para entrar diretamente», explicou-nos. 

Recorde-se que em 2018, também em abril, Francisca Jorge preferiu jogar a fase de qualificação nos dois primeiros Obidos Ladies Open. Em ambos passou a primeira ronda do "qualy" e perdeu na segunda. Depois, no terceiro torneio, solicitou um "wild card", foi jogar o quadro principal, registou uma boa vitória e só foi eliminada nos oitavos de final pela britânica Katie Swan que, entretanto, entrou no top-200 mundial. 

«Agora é continuar a trabalhar para que os próximos corram melhor», concluiu a vimaranense que no final do ano passado conquistou os seus primeiros títulos internacionais em dois torneios de 15 mil dólares em Lousada, disputados em pisos duros e recinto coberto.

Uma prova de que o seu estilo pode evoluir para pisos mais rápidos, embora não deixe de se sentir à vontade na terra batido, piso no qual, no passado mês de março, foi semifinalista em Tabarka, na Tunisia, noutro torneio de 15 mil dólares. Aliás, antes de ir para o Bom Sucesso Resort, tinha competido em terra batida e transitar para a relva sintética em poucos dias nunca é fácil.

Para além de Francisca Jorge, o 1.º Obidos Ladies Open contou com mais três jogadoras portuguesas na fase de qualificação e nenhuma passou ao quadro principal: Joana Batista, Madalena Amil e Inês Oliveira, todas eliminadas logo na ronda inaugural. 

Entretanto, começou também nesta terça-feira o quadro principal do torneio de singulares e mais uma tenista nacional ficou pelo caminho. 

Sara Lança, de 22 anos, 801.ª no ranking WTA e 1151.ª na tabela da ITF, precisou de um convite e perdeu com a espanhola Nuria Parrizas-Diaz (327.ª WTA e 386.ª ITF) por 6-4 e 6-3. 

A representação nacional fica, assim, reduzida a duas jogadoras com convite: Ana Filipa Santos (680.ª ITF) e Inês Teixeira (1230.ª ITF), que defrontam na quarta-feira, respetivamente, a francesa Lou Adler (606.ª WTA e 120.ª ITF) e a cambojana Andrea Ka (856.ª WTA e 389.ª ITF), apurada da fase de qualificação. 

Por Hugo Ribeiro
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