Portugal perde com a Holanda no arranque do Mundial de Equipas em Cadeiras de Rodas

Torneio é organizado pelo segundo ano consecutivo pela FP de Ténis e pela Premier Sports

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José Sousa e João Couceiro
Carlos Leitão
Jean Paul Melo
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Portugal iniciou a sua participação no BNP Paribas World Team Cup (Campeonato do Mundo de Equipas de Ténis em Cadeiras de Rodas) com uma derrota, por 3-0, frente à Holanda, num torneio que é organizado pelo segundo ano consecutivo pela Federação Portuguesa de Ténis e pela Premier Sports.

Carlos Leitão (197.º do ranking mundial) foi o primeiro a ir a jogo, não conseguindo contrariar o favoritismo de Tom Egberink (10.º do ranking mundial), que venceu o encontro com um duplo 6-0. "Representar a seleção é sempre um enorme prazer. Não tivemos muita sorte no sorteio e começámos contra os atuais bicampeões, mas fizemos o que pudemos. É nestes encontros que aprendemos muito porque percebemos o caminho que ainda temos a percorrer", disse o jogador do Clube de Ténis de Pombal.

Jean Paul Melo (124.º da hierarquia mundial) foi o segundo a entrar no court, acabando por ser derrotado por Ruben Spaargaren (3.º do ranking mundial) também por duplo 6-0. "Não estamos habituados a defrontar adversários como estes, que fazem parte do top 10 mundial. As bolas deles são muito mais rápidas e vêm com mais efeito, portanto é uma boa experiência para o futuro", disse.

Já com o encontro decidido a favor da Holanda, o selecionador nacional Joaquim Nunes lançou a jogo João Couceiro, atual campeão nacional, e o estreante José Sousa frente à dupla Tom Egberink e Maikel Scheffers, com os holandeses a vencerem por 6-1 e 6-0. "Acima de tudo foi um sonho tornado realidade", revelou José Sousa após o primeiro encontro em representação da seleção. "Há cinco ou seis anos nunca pensaria chegar aqui e estrear-me em casa é uma sensação fantástica. Não me senti nervoso e fiquei surpreendido por isso, por isso espero sem dúvida que seja uma experiência a repetir nos próximos dias."

Já João Couceiro destacou que "ter mais uma oportunidade de estar entre os melhores e defrontá-los é uma enorme vantagem em termos desportivos, porque permite-nos evoluir, e do ponto de vista pessoal o facto de estar a representar uma nação e uma série de jogadores desta modalidade em Portugal é uma honra muito grande."

Joaquim Nunes recorreu a uma analogia para comentar o primeiro dia da seleção no Mundial. "Foi um dia previsivelmente difícil. Recorrendo a uma analogia, enfrentámos uma laranja mecânica do ténis em cadeira de rodas que tinha tudo para nos sair um bocadinho amarga. Por isso a expetativa era que os nossos jogadores dessem o seu máximo para tentarem fazer algo bonito e sobretudo no par conseguiram ter bons momentos. Os Países Baixos são uma das equipas mais fortes da competição, com jogadores muito eficazes técnica e taticamente, mas foi uma experiência interessante para a nossa equipa."

Terça-feira será dia de descanso para Portugal, que voltará à ação na quarta-feira para a segunda de três rondas da fase de grupos.

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