Rita Freitas conquista medalha de prata de singulares no Campeonato do Mundo de Seniores Individual

Portugal assegurou medalhas em quatro torneios, com Fred Gil, José Ricardo Nunes e João Ferreira também em destaque

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Rita Freitas conquista medalha de prata de singulares no Campeonato do Mundo de Seniores Individual
Rita Freitas conquista medalha de prata de singulares no Campeonato do Mundo de Seniores Individual • Foto: Beatriz Ruivo
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Rita Freitas foi a grande figura do ténis português nos Campeonatos do Mundo de Seniores Individuais que hoje (Sábado) concluíram-se no Complexo de Ténis do Estádio Nacional, em Oeiras, ao arrecadar duas medalhas de prata, no escalão de mais de 40 anos, em singulares e em pares mistos, ao lado de Fred Gil.

Portugal somou um total de quatro medalhas no World Tennis Masters Tour World Individual Championships, que a Federação Portuguesa de Ténis organizou, sob a supervisão da World Tennis, a antiga Federação Internacional de Ténis. Houve um total de 260 jogadores, representando 45 países, distribuídos por 10 torneios distintos.

Para além da prata de Rita Freitas em singulares e da prata de Rita Freitas e Fred Gil em pares mistos, houve também medalhas de bronze para Fred Gil em singulares e de José Ricardo Nunes e João Ferreira em pares mistos, sempre em +40.

No escalão de +45 Portugal não esteve tão forte, mas Nuno Topa ainda venceu o torneio de consolação masculino e Célia Sá chegou à final da prova que tem o nome oficial de ‘Bonus Draw’. Não fora a lesão na coxa direita de Fred Gil nas meias-finais de singulares e Portugal poderia ter alcançado uma medalha de ouro em singulares masculinos +40 e, quiçá, em pares mistos no mesmo escalão etário.

Mas mesmo sem qualquer medalha de ouro a nível individual, uma semana depois de Portugal ter-se sagrado pela primeira vez campeão do Mundo por equipas, em +40, com os atletas Fred Gil, Gonçalo Nicau, José Ricardo Nunes e João Ferreira, é indiscutível que Rita Freitas foi quem esteve mais perto de sagrar-se campeã mundial de singulares pela quarta vez na sua carreira.

A antiga vice-campeã nacional absoluta viu quebrada a sua fantástica invencibilidade em torneios de singulares de Mundiais Individuais. Foi uma série notável de 15 encontros ganhos consecutivamente, que deram-lhe os títulos de campeã do mundo de 2022, 2024 e 2025, sempre no escalão de mais de mais de 35 anos, mais o trajeto para a final deste Mundial de +40 de 2026. Veio hoje, finalmente, uma derrota.

Em pleno court central do Estádio Nacional, Rita Freitas, a n.º2 do ranking mundial de +40 da World Tennis e 1.ª cabeça de série deste torneio, perdeu na final com a suíça Laura Bao, a 8.ª cabeça de série, pelos surpreendentes parciais de 6-1 e 6-2.

A final tinha tudo para ser um grande espetáculo, por colocar frente a frente duas jogadoras que foram profissionais com cotação no ranking do WTA Tour. A portuguesa fora 803.ª e a helvética 355.ª, tendo até conquistado dois títulos de 10 mil dólares.

A grande diferença é que, no Masters Tour, o circuito internacional de veteranos, Rita Freitas tem sido dominadora: 15V-1D em Mundiais Individuais e 18V-5D em Mundiais por Equipas. Este ano, em encontros que tenham ido até ao fim, a jogadora do Lisboa Racket Center leva agora 20V-1D.

Em contrapartida, Laura Bao teve a sua melhor classificação de veteranos um 11.º posto e agora é a 66.ª. Este foi o seu quarto Mundial Individual e antes de sagrar-se campeã do Mundo hoje atingira a 2.ª ronda em 2018 (+35), os quartos de final em 2019 (+35) e as meias-finais em 2022 (+40).

O favoritismo era dado à portuguesa por todo esse passado no Masters Tour e porque jogava em casa. O embate anterior entre ambas não era uma referência. Em abril deste ano, na terra batida de Alassio, em Itália, a portuguesa desistiu quando perdia por 5-1, com uma rotura num músculo gémeo, uma lesão contraída dias antes.

Mas hoje, Laura Bao mereceu a vitória, porque foi mais consistente, cerebral, mostrou uma pancada esquerda de eleição e beneficiou de um “dia-não” da adversária.

"Não é a medalha que eu queria. Vou ser feliz e vou aceitar a medalha de prata daqui a umas horas, mas, neste momento, não me sinto realizada. Tenho de fazer uma avaliação à minha prestação, porque tenho de perceber o porquê de não ter conseguido lutar mais, de ser mais guerreira em campo – normalmente é a minha imagem de marca", admitiu a portuguesa, que, mesmo já jogando em +40, olha agora para um inédito terceiro título consecutivo em Mundiais de 35 anos (e um quarto no total): "Quero tentar ainda este ano ganhar o Mundial de +35, em Tóquio".

Os resultados de todas as finais disputadas nos dois últimos dias foram os seguintes:

+40 anos singulares femininos

Laura Bao (Suíça/ cs8)-Rita Freitas (Portugal/ cs1), 6-1, 6-2

+40 anos singulares masculinos

Mohammed Fetov (Suíça)-Rodrigo Starling (Brasil/ cs8), 6-2, 6-2

+45 anos singulares femininos

Manon Kruse (Alemanha/ cs1)-Silvia Tornier (Alemanha/ cs8), 6-3, 6-2

+45 anos singulares masculinos

Francisco Martinez Baena (Espanha/ cs4)-Pedo Nieto (Espanha/ cs8), 6-2, 6-1

+40 anos pares femininos

Nina Herrmann/Silvia Chuda (Áustria/Eslováquia/ cs4)-Eileen Aranas Roth/Mariko Fritz Krockow (Alemanha/Estados Unidos da América/ cs2), 6-0, 6-2

+40 anos pares masculinos

Maxime Braeckman/Ief Nollet (Bélgica)-Jens Janssen/Clément Prévitali (Alemanha/França), 6-2, 6-2

+40 anos pares mistos

Nina Herremann/Aisam Ul Aq Qureshi (Áustria/Paquistão/ cs3)-Rita Freitas/Fred Gil (Portugal/ cs1), 6-4, 6-3

+45 anos pares femininos

Regina Balcune/Manon Kruse (Países Baixos/Alemanha/ cs1)-Denise Greilinger/Sandra Gruber (Áustria/ cs4), 6-1, 6-1.

+45 anos pares masculinos

Jacques Gley/Jean Baptiste Renault (França/ cs7)-Aqeel Khan/Aisam Ul Aq Qureshi (Paquistão/ cs1), 1-6, 7-6, 10-7

+45 anos pares mistos

Regina Balcune/Bernard Jonkman (Países Baixos/ cs3)-Denise Greilinger/Jiri Lokaj (Áustria/Chéquia/ cs2), 6-2, 6-2

+40 anos consolação singulares femininos

Kseniya Voronková (Rússia)-Florencia Moyá (Argentina), 6-1, 6-1

+40 anos consolação singulares masculinos

Oliver Manz (Alemanha/ cs1)-Vikas Choudhari (Índia/ cs8), 6-4, 6-2

+45 anos consolação singulares femininos

Cecilia Johanna Faver (África do Sul/ cs3)-Célia Sá (Portugal), 6-3, 6-1

+45 anos consolação singulares masculinos

Nuno Topa (Portugal)-Narendra Singh Choudhari (Índia/ cs1), 6-1, 6-3

Três jogadoras arrecadaram duas medalhas de ouro: a alemã Manon Kruse (singulares femininos e pares femininos em +40), a austríaca Nina Herrmann (pares femininos e pares mistos em +40) e a holandesa Regina Balcune (pares femininos e pares mistos em +45).

Embora seja um Mundial Individual, quando contabilizamos medalhas de ouro por países, é surpreendente ver a Suíça com dois campeões mundiais de singulares. Países Baixos, Áustria e Alemanha também tiveram duas medalhas de ouro. Com uma ficaram França, Eslováquia, Bélgica, Espanha e Paquistão.

Se olharmos apenas para os campeões mundiais de singulares, Laura Bao, Mohammed Fetov e Francisco Martinez Baena ganharam pela primeira vez o ouro, mas Manon Kruse celebrou pela sexta vez ser campeã mundial de singulares (um em +35, três em +40 e agora dois em +45).

Portugal organizou pela sexta vez nos últimos oito anos os Campeonatos do Mundo de Veteranos, Individuais e por Equipas, e para o ano já está prometido que a FPT voltará a acolher a prova, mas nos escalões etários de +45 e 50, de novo em Oeiras e Lisboa.

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