Rita Freitas nas meias-finais garante medalha no Campeonato do Mundo de Seniores Individual

Fred Gil teve dia de folga e joga 'quartos' esta quinta-feira, em jornada dupla

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Rita Freitas em ação
Rita Freitas em ação • Foto: Beatriz Ruivo e Álvaro Isidoro
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Rita Freitas manteve hoje (quarta-feira) a invencibilidade em Campeonatos do Mundo de Seniores Individuais, somando a sua 14.ª vitória consecutiva, para passar às meias-finais do torneio de mais de 40 anos, que a Federação Portuguesa de Ténis está a organizar até ao próximo Sábado, no Complexo de Ténis do Estádio Nacional, sob a supervisão da World Tennis, a antiga Federação Internacional de Ténis.

A antiga vice-campeã nacional absoluta nos seus tempos profissionais derrotou a 7.ª cabeça de série, a alemã Katharina Rath, por 6-2 e 6-2. Foi o seu segundo sucesso sobre esta adversária em Mundiais. Em 2024, em Oeiras, na 2.ª ronda do Mundial de +35, Freitas bateu Rath por 6-1 e 6-3. A germânica é a 12.ª do ranking mundial de +40 e este ano já andou pela 4.ª posição, mas a portuguesa, a atual n.º2 mundial no escalão, é-lhe claramente superior.

Nos Mundiais de Seniores as meias-finais já atribuem medalhas, por isso, a atleta do Lisboa Racket Center tem uma assegurada, mas isso não lhe chega. "Modéstia à parte, ainda não me sinto realizada", disse, o que é compreensível. Afinal, este é o seu quarto Mundial Individual e venceu os três anteriores, em 2022, 2024 e 2025, sempre em +35. Neste torneio, está invencível (14-0). Mesmo em Mundiais por Equipas, ao serviço da seleção nacional, soma 18 encontros ganhos para apenas 5 perdidos. Mesmo assim, não embandeira em arco para a meia-final de amanhã.

É que vai defrontar, pela primeira vez, a atual campeã mundial de +40, a norte-americana Mariko Fritz-Krockow, que conquistou o título no ano passado na Turquia, depois de, em 2024, ter perdido na final do Mundial Individual disputado, aqui mesmo, no Jamor. Mariko Fritz-Krockow é a n.º1 mundial de +40 e Rita Freitas a n.º2. Curiosamente, neste torneio, a portuguesa é a 1.ª cabeça de série e a norte-americana a 3.ª. A explicação é simples: tal como no torneio de Wimbledon, a World Tennis não atribui o estatuto de cabeça de série apenas pelo ranking mundial, mas leva igualmente em consideração outros fatores, entre os quais as participações anteriores na prova.

Um duelo fantástico entre as campeãs mundiais de 2025 de +35 e +40, que Rita Freitas prevê uma potencial "grande batalha": "Mentalmente ela é estável, é focada. A americana tem um jogo mais reto, mais de piso rápido. Acho que tenho vantagem em terra batida, pelo meu tipo de jogo e eu espero que isso faça a diferença".

Rita Freitas irá ainda lutar por outro título, tendo já igualmente uma medalha assegurada em pares mistos, com Fred Gil. Jogam amanhã a meia-final frente aos 7.º cabeças de série, a alemã Elleen Aranas Roth e o paquistanês Aqee Khan, que ontem eliminaram os irmãos Catarina e João Ferreira.

João Ferreira admite que «as mais de cinco horas de ontem», em que jogou singulares, pares masculinos e pares mistos, custaram-lhe hoje a falta de frescura física que provocou a sua derrota em singulares, nos oitavos de final. O tenista, que é também triatleta, cedeu diante do 2.º cabeça de série, o francês Alexandre Nicolau, por 5-7, 6-4 e 6-1. Nicolau é o 19.º do ranking mundial do escalão, chegou a ser n.º3 de veteranos em 2023 e atingiu pela terceira vez os quartos de final de Mundiais.

"Estive a vencer por 5-2 no primeiro set, ainda ganhei por 7-5; depois, o segundo set foi ali perdido por 6-4 e no terceiro o 6-1. Senti que ele não me era superior e foi o cansaço a decidir. Aliás, tirando o Fred Gil, que é muito superior, não vi outros jogadores aos quais não fosse capaz de ganhar. Fica a aprendizagem. Se calhar, deveria ter falado com a minha irmã e desistido ontem dos pares mistos" admitiu Ferreira.

Valeu a consolação de apurar-se depois para as meias-finais de pares, com José Ricardo Nunes, com quem já venceu o Campeonato Nacional de Veteranos e um Campeonato da Europa de Seniores. Os portugueses reservaram uma medalha, ao bateram os 6.º cabeças de série, os japoneses Akito Higa e Ryoma Takenaka, por 3-6, 6-1 e 10-7. Amanhã terão pela frente o alemão Jens Janssen e o francês Clement Prevital, sendo que o germânico é o tal que desistiu de singulares antes de jogar com Fred Gil.

E por falar em Fred Gil, o seu adversário nos quartos de final de amanhã não será o companheiro com o qual se sagrou campeão mundial por equipas na semana passada, José Ricardo Nunes. O algarvio tinha esse objetivo, mas foi hoje eliminado nos oitavos de final pelo brasileiro Henrique Mello, o 9.º cabeça de série, por 6-3 e 6-3.

Tanto José Ricardo Nunes, como João Ferreira igualaram as suas melhores prestações em Mundiais Individuais, com oitavos de final em singulares. Em pares, qualquer um deles já foi campeão mundial em anos anteriores, Ferreira com Gonçalo Falcão em 2024 e Nunes com Fred Gil em 2021.

Fred Gil poderá assegurar, assim, a quarta medalha para Portugal nestes Mundiais, depois de pares mistos (Freitas/Gil), pares masculinos (Ferreira/Nunes) e singulares femininos (Freitas).

Para tal, numa jornada que irá iniciar-se às 10h00, necessita de bater amanhã o brasileiro Henrique Mello, o 9.º cabeça de série, um adversário com o qual nunca mediu forças. Gil, o n.º1 mundial de +40, 1.º cabeça de série do torneio e campeão do mundo individual em 2022, é o grande favorito para passar às meias-finais em singulares masculinos.

Entretanto, Portugal deixou de ter representantes em quadros principais de +45, depois da derrota de hoje de Mauri Brito Gomez. O campeão nacional desse escalão cedeu diante do 3.º cabeça de série, o francês Jacques Gley, por 6-3 e 6-2. O jogador de Santa Maria da Feira, engenheiro civil de profissão, igualou o seu melhor de sempre em Mundiais Individuais.

Os resultados dos encontros dos resultados de singulares de hoje, em que tenham estado envolvidos jogadores portugueses foram os seguintes:

+40 anos femininos Apurada para as meias-finais: Rita Freitas (Portugal/ cs1)-Katharina Rath (Alemanha/ cs 7), 6-2, 6-2.

+40 anos masculinos Apurado para os quartos de final: Fred Gil (Portugal/cs 1)-Jens Janssen (Alemanha/ cs 12), desistência. Eliminados nos oitavos de final: Henrique Mello (Brasil/cs 9)-José Ricardo Nunes (Portugal), 6-3, 6-3; Alexandre Nicolau (França/cs 2)-João Ferreira (Portugal), 5-7, 6-4, 6-1.

+45 anos masculinos Eliminado nos oitavos de final: Jacques Gley (França/ cs 3)-Mauri Brito Gomez (Portugal), 6-3, 6-2.

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