Sharapova, a culpa do agente no caso de doping e a 'revelação' surpreendente no dicionário

Antiga n.º 1 mundial cumpriu 15 meses de suspensão e terminou a carreira em fevereiro deste ano

• Foto: EPA

Maria Sharapova teve uma carreira brilhante e recheada de títulos mas que nunca mais foi a mesma desde 2016 por causa do doping. No Open da Austrália, a antiga n.º 1 do ranking mundial de ténis acusou positivo a 'meldonium' - denominação comercial de 'mildronate' -, uma substância usada para tratar problemas cardíacos que a tenista russa tomava desde 2006 mas que passou a ser proibida no início desse ano e levou a que a princesa da Sibéria cumprisse uma suspensão de 15 meses. Depois do regresso aos courts, Sharapova não voltou a aproximar-se do seu melhor nível, ganhou apenas um torneio e em fevereiro deste ano anunciou o fim da carreira.

A ex-tenista russa foi agora protagonista do documentário 'El_Punto', do canal espanhol '#Vamos', no qual recorda o caso de doping e culpa o seu próprio agente pelo sucedido. "Se há várias pessoas numa equipa, cada um se dedica à sua área. Em 2013 mudei de médico porque queria uma abordagem mais natural, mas continuei a tomar 3 substâncias que tomava há vários anos, entre elas o 'meldonium'. No final de 2015 disse ao meu agente [Max Eisenbud] que verificasse a lista de substâncias proibidas, mas ele tinha problemas pessoais e não o fez. Foi erro dele", aponta. 

Sharapova lamenta não ter descoberto a tempo que a substância se tinha tornado proibida e só ficou a saber... pelo dicionário. "Fui muito testada entre 2006 e 2015 e nada aconteceu. Em janeiro de 2016, tornou-se ilegal. Federações de vários países alertaram os atletas sobre o 'meldonium', mas não, eu não fui informada. Um dia recebi um e-mail da Federação Internacional de Ténis sobre doping e falava de um medicamento chamado 'meldonium'. Então fui ao dicionário procurar, porque nem conhecia essa substância, li 'mildronate' e aí apercebi-me do que era".

"Quando era jovem tive problemas de saúde e o meu pai procurou um médico na Rússia, embora morássemos nos Estados Unidos e esse médico não tivesse experiência com atletas. Deu-me uma lista de medicamentos que podia tomar e a partir de 2006 disse-me que podia tomar 'mildronate', que na Rússia se tomava sem receita como se fosse uma aspirina", explica Sharapova, para justificar o início da 'relação' com a substância.

Por André Antunes Pereira
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