Taça Davis: Nuno Marques acredita que Portugal vai ganhar o playoff com a Alemanha

Confiança do selecionador apesar das últimas derrotas

• Foto: Miguel Barreira
O selecionador nacional Nuno Marques assumiu este sábado que acredita que Portugal vai ganhar o playoff de acesso ao Grupo Mundial da Taça Davis em ténis, apesar de estar a perder por 2-1 com a Alemanha.

"Sabemos que é possível ganhar amanhã. Acreditamos completamente que vamos ganhar a eliminatória. Não sou de apostas, mas se apostasse, apostaria nisso", disse o capitão português.

Nuno Marques desvalorizou a derrota de João Sousa e Gastão Elias com os alemães Jan-Lennard Struff e Tim Puetz, por 6-2, 4-6, 6-7 (5-7), 6-4 e 6-4, considerando que o par foi muito equilibrado.

"É verdade que estivemos em vantagem, mas levámos o 'break' relativamente cedo no quarto set. Foi mais um encontro épico. Normalmente, [os encontros de pares] ficam do nosso lado, infelizmente este não ficou. Eles tiveram um bocadinho de sorte e foram muito corajosos. O Struff esteve muito bem no final do encontro. Estaríamos mais felizes se estivéssemos a vencer por 2-1, mas amanhã é outro dia", recordou.

O mesmo argumento foi esgrimido por Gastão Elias que, embora tenha admitido estar "um pouco triste" por ter perdido o encontro de pares, demonstrou estar confiante num desfecho positivo para Portugal.

"Se não estivéssemos altos e baixos, não estávamos nesta posição, estávamos a lutar por ganhar o US Open. É o normal num encontro em cinco sets, de quase quatro horas. A diferença hoje esteve em quem soube aproveitar melhor os momentos", defendeu-se o número três nacional, quando questionado sobre as oscilações de nível da dupla lusa.

Para Elias, Struff e Puetz foram mais felizes e muito corajosos e serviram "muito bem" a partir do segundo set.

"O Puetz mexia-se muito bem à frente e deixava-nos muito pressionados a responder. Essa foi a chave do jogo. Eu, pelo menos, nunca estive confortável a responder. Eram os dois muito grandes. Quando o Struff servia, já era difícil responder, e o Puetz ainda complicava. E quando era o Puetz, o Struff era um gigante na rede", analisou, sendo corroborado pelo seu parceiro.

"Nota-se que são dois jogadores que estão habituados a jogar juntos, nota-se muito bem. Quando o Struff está a servir, é difícil responder e, além disso, o Puetz mexe-se muito bem. É difícil encontrar espaços nos jogos de serviço deles. No quinto set, tivemos oportunidades que não conseguimos aproveitar. Eles tiveram uma e agarraram-na. Isso fez a diferença", explicou João Sousa, para quem o encontro foi decidido por pequenos detalhes.

O número um nacional negou ainda que a derrota no encontro de singulares, na sexta-feira, tenha condicionado a sua prestação os pares.

"Acham que joguei mal? Eu acho que joguei a um bom nível. A minha performance de ontem não afetou minimamente, penso que fiz um bom jogo", respondeu o 57.º tenista mundial.

Sousa revelou ainda não acreditar que seja Struf, o número um alemão e 54.º do ranking ATP, o jogador que vai defrontar no primeiro encontro de singulares da jornada de domingo, último dia do play-off entre Portugal e Alemanha, que decorre no Centralito, o mais famoso dos courts do complexo de ténis do Jamor (Oeiras).

No entanto, o vimaranense garantiu estar preparado para defrontar qualquer adversário, seja ele Struff ou Yannick Hanfmann, com quem perdeu nos quartos de final do torneio de Gstaad.

"Estou consciente que não posso perder, mas não é uma pressão extra. Sabemos que todos os encontros são importantes. Independentemente disso, dou sempre o meu melhor", concluiu.
Por Lusa
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