Ténis em Cadeira de Rodas: Portugal perde com Eslováquia e defronta checos no playoff

Seleção luta por um lugar entre os 9.º e 12.º lugares

Ainda não foi desta que a seleção nacional masculina de ténis adaptado obteve duas vitórias consecutivas numa Fase de Grupos e a derrota de hoje (quinta-feira) com a Eslováquia foi a segunda em três dias na Qualificação Europeia do Campeonato do Mundo de Equipas de Ténis em Cadeira de Rodas, que a Federação Portuguesa de Ténis (FPT) e a Premier Sports organizam na Vilamoura Tennis & Padel Academy. 

Já se sabia que este primeiro confronto histórico com a Eslováquia seria complicado, depois da equipa daquela república ter derrotado a favorita Rússia no dia anterior por 3-0. Aliás, com o triunfo sobre Portugal por 3-0, a Eslováquia passou às meias-finais e é a grande surpresa da competição. 

Daí que o selecionador nacional tenha jogado uma cartada inesperada. Prescindiu do tetracampeão nacional, Jean-Paul Melo, e apostou em João Sanona para defrontar Tomas Masaryk. E a verdade é que o n.º3 nacional complicou o esquema ao n.º2 eslovaco, esteve perto de levar o encontro a três sets, mas cedeu por 6-3 e 6-4. 

O encontro seguinte de singulares já se sabia que seria uma missão impossível. Marek Gergely é um top-50 mundial que já tinha arrasado Carlos Leitão na semana passada, no Open de Vilamoura, num duelo em que o jogador de Pombal só fez um jogo. Hoje a história não foi diferente e Gergely bateu o vice-campeão nacional por 6-0 e 6-0. 

No confronto de pares, já "a feijões", o selecionador quis testar uma nova dupla, de Francisco Aguiar com Jean-Paul Melo. Surpreendentemente jogaram muito bem juntos no primeiro set, mas no segundo notou-se alguma descoordenação, normal, por nunca terem jogado juntos e os eslovacos venceram por 7-5 e 6-0. 

«A estratégia que tínhamos montada era a de tentarmos ganhar o singular dos n.º2, para depois lutarmos pela vitória nos pares, porque sabíamos que o confronto entre os dois n.º1 seria muito difícil. Apostei no João Sanona porque é um jogador mais móvel, que movimenta-se bem e tem um ténis mais agressivo, face a um jogador muito defensivo», explicou Joaquim Nunes, o selecionador nacional. 

Portugal terminou, assim, a fase de grupos com duas derrotas e uma vitória, melhor do que no ano passado em que só somou derrotas. Tomas Masaryk, o n.º2 da Eslováquia, viu progressos na equipa nacional: «Vi jogar Portugal pela primeira vez no ano passado e vejo melhorias este ano. Acho que no ano passado eles estavam a jogar pior». 

A seleção nacional vai agora jogar os play-offs que decidem nos próximos dois dias as classificações entre os 9.º e 12.º lugares. Amanhã (sexta-feira) Portugal defronta pela primeira vez a República Checa. «A estratégia terá de ser semelhante à do embate com a Eslováquia», disse Joaquim Nunes, que poderá voltar a surpreender nos singulares. 

A decisão do título está agora limitada aos países que passaram às meias-finais e a presença da Eslováquia nessa fase da prova foi a única surpresa, dado o favoritismo teórico da Rússia. Nas meias-finais de amanhã, com início marcado para as 10h45, no torneio feminino, a Rússia defronta a Turquia, enquanto a Itália mede forças com a Dinamarca. No torneio masculino a Áustria enfrenta a Eslováquia e a Grécia tem pela frente a Itália. 

Os resultados completos da terceira e última jornada da fase de grupos foram os seguintes: Torneio Feminino: Rússia-Dinamarca, 3-0; Itália-Turquia, 3-0. Torneio masculino: Rússia-Estónia,. 3-0; Áustria-Hungria, 3-0; Grécia-Alemanha, 2-1; Itália-Croácia, 3-0; Eslováquia-Portugal, 3-0. 

Por Hugo Ribeiro
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