Ténis, música e risos com Yannick Noah
Se lhe derem uma guitarra para a mão ele canta com a mesma facilidade com que joga ténis e numa roda de amigos ele é necessariamente o “rei” da festa. O seu nome é Yannick Noah, um campeão já retirado do circuito, mas que mantém intacto o seu charme e classe quando pisa um campo de ténis.
Agora, aos 43 anos, Yannick Noah confirmou a presença no Vale de Lobo Grand Champions, o único torneio português integrado no ATP Tour dos Campeões e que vai decorrer entre 3 e 6 de Agosto. É o primeiro nome, entre os oito participantes, a ser anunciado e isso obedece a razões estratégicas. Trata-se do regresso desejado de uma grande figura que deixou saudades em 2002, quando colocou em delírio a vasta plateia nas noites algarvias no complexo em Vale de Lobo.
Noah mistura tudo no seu ténis: classe, discernimento táctico, virtuosismo e entretenimento completamente improvisado. Quando menos se espera, Noah é capaz de saltar a rede para brincar com o adversário ou de se sentar na cadeira do árbitro. E segundos depois tem a concentração necessária para brindar o público com um colocado e poderoso serviço ou fazer um daqueles “amorties” que deixa o adversário imobilizado.
Dedicando cada vez mais do seu tempo à música – acaba de lançar mais um disco, “Pokhara”, e tem espectáculos marcados até Setembro por toda a França – Yannick Noah comprometeu-se para este ano com poucos torneios e um deles foi precisamente o de Vale de Lobo. “Vai jogar o torneio em França, o nosso no Algarve e mais um ou outro”, confessou-nos Pedro Frazão, director da prova, que tem estado em contacto regular com o antigo campeão de Roland Garros, desde Setembro nas várias competições de veteranos.
Em relação aos outros nomes que irão jogar ao Algarve, Pedro Frazão adiantou que “estão a decorrer contactos com vários e a nossa ideia é alternar os nomes e o perfil dos jogadores para não saturar o público. No caso do Yannick Noah, sei que é um nome querido e desejado por todos os adeptos do ténis”, frisou.
O "falso" treinador português de Noah
Quando Yannick Noah perdeu a final do Open de Portugal, em 1983, para o sueco Mats Wilander era “treinado” por um português, velho conhecido dos seus tempos de júnior: Nuno Allegro. É habitual nos bastidores do ténis, os jogadores facilitarem o ingresso de pessoas amigas aos torneios com credenciais e no caso de Nuno Allegro resultou em pleno. Um elemento da organização não simpatizava com a figura de Nuno Allegro, mas este mostrou a credencial de treinador de Noah e teve total liberdade de acção.