Wilander: «Regresso de Federer é a grande história do Open da Austrália»

Sueco aposta em Andy Murray para o título em Melbourne

Três vezes campeão do Open da Austrália e antigo número um mundial, o sueco Mats Wilander sabe bem o que é preciso para ter sucesso em Melbourne. Desde há alguns anos a colaborar com o Eurosport, canal de transmite o primeiro Grand Slam da temporada (tal como Roland Garros e o US Open) em Portugal, Wilander confessou a Record que, para si, o principal ponto de interesse do torneio em 2017 é o regresso de Roger Federer, que falhou toda a segunda metade da última época.

"Roger Federer é a grande história deste torneio. É o melhor jogador de sempre. Vi alguns dos seus jogos na Hopman Cup e tive a certeza de que ele jamais voltaria a jogar se não se sentisse em condições de lutar por grandes títulos. É claro que o principal motivo pelo qual joga é gostar do que faz, mas ele sabe que ainda tem muito ténis dentro dele. É uma inspiração para todos", confessou durante uma entrevista concedida a Record.

O helvético, que tal como Rafael Nadal vai aparecer em Melbourne numa posição do ranking mais baixa, até deverá beneficar com essa situação na opinião de Wilander. "É bom partirem com uma posição baixa na lista de cabeças-de-série. Nas primeiras rondas é indiferente e depois mais vale defrontarem o Murray e o Djokovic em rondas mais iniciais do que em meias-finais e finais. Se eles defrontarem um Tomas Berdych ou jogadores desse nível na 3.ª ronda ou nos oitavos-de-final, o problema será mais para esses jogadores do que para eles..."

Murray favorito 

Wilander considera que Andy Murray é o principal favorito à conquista do Open da Austrália, apesar da derrota recente na final do Open do Qatar, em Doha. "Para ele até foi bom perder essa final, porque percebeu que o Djokovic está a jogar bem, mas à melhor de 5 sets, o escocês está fisicamente melhor. Penso que o Andy estava mais preparado para jogar cinco sets nessa final de Doha do que o Djokovic, que me pareceu mais cansado."

O antigo tenista sueco está atento a algumas das jovens estrelas do circuito mundial. "Kyrgios é um dos mais entusiasmantes de assistir, porque nunca sabemos o que vai acontecer. Dimitrov começou subitamente a jogar bem e há muito que esperamos por ele, enquanto o Zverev está cada vez melhor e penso que vai atacar o top 10 em 2017. E ainda há o Nishikori, cujo problema é sempre aparecer uma ou outra lesão, o Raonic, que vai provavelmente ganhar um Major já este ano, e o Thiem, que é muito bom e agressivo."

Serena ainda é a favorita?

Para Mats Wilander, Serena Williams ainda é a jogadora a derrotar num torneio como este, mas considera que desta feita, pela primeira vez em muito tempo, é mais provável que a americana não ganhe... do que ganhe. "Antes, a Serena sozinha era mais favorita do que as outras todas juntas, agora é ao contrário. É mais provável alguma das sete adversárias que ela vai defrontar a derrotarem do que ela derrotá-las todas. Ainda assim, Williams partirá como favorita no mano a mano diante de todas as adversárias que defrontar no torneio. Diante de Kerber, Pliskova ou outra qualquer, Serena é a favorita."


Por José Morgado
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