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Francisco Cabral e Nuno Borges admitiram hoje desconforto nas meias-finais do torneio de pares do Estoril Open e saem desiludidos da prova portuguesa, após perderem com os franceses Titouan Droguet e Kyrian Jacquet.
"Podíamos ter simplificado um pouco as coisas antes do 8-5 do super 'tie-break'. Não sei se foi por ser a minha primeira vez este ano a jogar no 'court' central, mas senti-me bastante mal a jogar. Estava muito vento e foi um jogo desconfortável, mas, no final, eles fizeram uma sequência de bons pontos e acabaram por ganhar. Foi decidido nos detalhes. Infelizmente, ganhámos poucos pontos importantes e saímos um bocadinho desiludidos com a derrota de hoje", disse Francisco Cabral.
Campeões em 2022 e semifinalistas em 2023, Francisco Cabral (27.º do ranking mundial de pares) e Nuno Borges (387.º) foram batidos pelos 'repescados' Titouan Droguet (307.º) e Kyrian Jacquet (618.º), por 6-7 (6-8), 6-4 e 11-9, em uma hora e 49 minutos.
"Foi um pouco a história deste torneio, tirando os quartos de final de pares, em que as coisas fluíram um bocadinho mais. Sempre que as coisas apertaram, tive muita dificuldade em jogar ténis esta semana. Nunca senti o jogo seguro e estive o jogo todo sem conseguir fazer o que queria. Neste torneio, fiquei ainda mais aquém do que queria fazer. Pesa-me muito esta derrota, fico bastante triste", frisou, por sua vez, Nuno Borges, em declarações aos jornalistas na zona mista, após o encontro.
Após o Estoril Open, os dois tenistas lusos partem agora para a América do Norte, com Francisco Cabral a revelar uma nova parceria de pares, ao lado do norte-americano JJ Tracy até ao Open dos Estados Unidos, o quarto e último Grand Slam do ano.
"Não tinha parceiro, perguntei-lhe e ele aceitou. É um excelente jogador, é muito explosivo, com excelentes pancadas e serviço. Se calhar, à rede não é o forte dele, mas, se o ajudar e servir bem, cobrimos esse ponto do jogo que pode não ser tão perfeito como o resto. Nós temos potencial para formar uma boa dupla", apontou.
Por outro lado, Nuno Borges espera fazer melhor nesses torneios do que no último ano, não tendo muitos pontos para defender, mas, ainda assim, considera que vai ter de jogar de forma "incrível" para subir no ranking e esquecer as más sensações.
"Vou mudar de superfície, portanto acho que pouco importa o que senti durante a semana. Vou tentar dar novas hipóteses numa nova superfície e novas condições. Os Masters 1.000 não são grandes oportunidades para somar assim tantos pontos e mais duro do que isso não existe. Cada vez há menos abébias", vincou o maiato.
Os dois tenistas franceses vão defrontar na final de domingo os brasileiros Orlando Luz e Rafael Matos, segundos cabeças de série, que tinham vencido na sexta-feira os neerlandeses Sander Arends (54.º) e David Pel (57.º), por 4-6, 6-4 e 10-6.
Por Lusa