João Zilhão considera feito de Sousa "irrepetível" e quer manter os jovens

Diretor do Estoril Open faz balanço do torneio

• Foto: Paulo Calado/Arquivo
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O diretor do Estoril Open, João Zilhão, disse este domingo que a conquista do título de João Sousa é "irrepetível" e transmitiu a ideia de que o futuro do torneio passa por continuar a trazer jovens promissores.

"O João tinha sido desilusão atrás de desilusão, mas este ano foi inolvidável, inesquecível e talvez irrepetível o que vivemos aqui hoje", começou por referir, no balanço após concluída a prova portuguesa.

João Zilhão confessou mesmo que já sonhava com a vitória do número um português há muito tempo, mas não acreditava que pudesse acontecer.

"Há muitos anos [que sonhava]. Fui apanha-bolas em 1990 e 28 anos depois poder viver este momento histórico para o desporto e para o ténis português é uma coisa inacreditável. Estou muito emocionado e comovido. O João merecia, teve três anos muito duros e tinha saído daqui desmoralizado", recordou.

Com a histórica vitória de João Sousa, 68.º do ranking mundial, na final, diante do norte-americano Frances Tiafoe, 64.º, por um duplo 6-4, em uma hora e 20 minutos, o diretor do Estoril Open acredita que o ténis nacional pode melhorar a partir daqui.

"[O João Sousa] Pode fazer muito pelo ténis português. As crianças precisam de ícones, de ídolos, que possam olhar para ele, ver que está ali a pessoa que idolatram e que não tinham isso no João em Portugal", declarou.

Contudo, a ideia de continuar a trazer jovens tenistas ao Estoril parece não sair dos planos, mesmo depois de ter sido criticado com a atribuição do primeiro 'wild-card' ao australiano Alex De Minaur.

"Nós, desde o primeiro momento, temos apostado em jovens como o [Borna] Coric e [Nick] Kyrgios. Este ano apostei no Alex De Minaur, uma decisão controversa, porque ninguém o conhecia. Nós queremos trazer cá [ao Estoril Open] os futuros número um, a nova geração", explicou.

João Zilhão frisou mesmo que é uma "aposta fantástica trazer os futuros 'Nadais' e 'Federeres', que "já dão cartas no presente".

A terminar, a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também mereceu destaque e elogios do diretor.

"Posso-vos dizer que Marcelo Rebelo de Sousa veio cá [ao Estoril Open] hoje duas vezes. Uma antes de o João jogar para lhe desejar boa sorte e uma segunda vez a seguir ao jogo. Deu-lhe um grande abraço. Isto mostra a importância do torneio, do momento e da importância que teve para Portugal", contou.

Por Lusa
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