Frederico Silva perde com Ferrer e deixa 'quartos' sem portugueses

Português derrotado por 6-3, 6-4 em uma hora e 15 minutos

• Foto:  Pedro Simões

O espanhol David Ferrer pôs esta quinta-feira um ponto final na aventura portuguesa no Estoril Open, ao eliminar Frederico Silva, o último dos resistentes entre os tenistas portugueses, na segunda ronda.

Apesar de já não ser o tenista de outrora, o quarto cabeça de série elevou o nível nos momentos cruciais do encontro para afastar o convidado português, que perdeu por 6-3 e 6-4, em uma hora e 15 minutos.

Os quatro primeiros jogos fizeram temer um 'massacre' -- Kiko ganhou apenas cinco pontos, um numa dupla falta do adversário -, com o veterano espanhol a comandar os pontos com pancadas demolidoras, que conduziam ao erro do português.

Muito agressivo, Ferrer deu mostras de querer despachar o encontro da segunda ronda, talvez para fugir ao céu cinzento, um prenúncio da chuva que deverá cair na sexta-feira, dia de quartos de final no Clube de Ténis do Estoril

A impaciência do quarto pré-designado permitiu a Silva regressar ao jogo: com o primeiro serviço a não entrar, o 31.º jogador mundial viu o português fugir do fundo do court, onde o tinha feito refém, e subir no terreno para lhe causar problemas e devolver-lhe um dos breaks que sofreu nos seus dois primeiros jogos de serviço.

O break conquistado inspirou Silva, que serviu bem e atacou as pancadas de um Ferrer com um nível muito distante daquele que o levou ao terceiro lugar do ranking mundial (2013) para manter-se vivo até ao nono jogo.

Mas, no momento decisivo, o desnível entre os dois -- há quase 400 lugares a separá-los no ranking -- foi evidente, com o espanhol a não falhar para conquistar o primeiro set, por 6-3.

Apesar de ter perdido o primeiro parcial, o miúdo de 22 anos não desistiu, lutando por dois breaks, que lhe valeram um 2-0 no marcador, depois de Ferrer atirar a bola para lá da linha de fundo.

Vindo de cinco derrotas consecutivas -- não ganhava um encontro desde a segunda ronda do Open da Austrália, em janeiro -, o tenista de 35 anos, que mereceu o primeiro 'wild card' para esta edição, respondeu de imediato, elevando o ritmo para anular a vantagem do único campeão português de torneios do Grand Slam (ao lado do britânico Kyle Edmund, em pares juniores, no Open dos Estados Unidos em 2012 e em Roland Garros 2013).

O 426.º jogador ATP, que foi durante longos meses o número quatro nacional, mas perdeu o estatuto devido a uma lesão no pulso esquerdo, ainda deu luta, mas acabou por conceder um novo break a Ferrer, que só quando serviu para fechar, com 5-4 a seu favor, tremeu.

A perder por 0-40, o quarto cabeça de série, que tinha ficado isento na primeira ronda, salvou três break-points para avançar para os quartos de final e pôr um ponto final na presença histórica do ténis português, que pela primeira vez teve quatro representantes na segunda ronda de um torneio ATP.

Por Lusa
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