João Sousa entra a ganhar no Estoril Open: conheça os resultados e o programa do dia
Português bateu ‘vices’ do Open da Austrália ao lado de Pablo Cuevas. Hoje joga singulares
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João Sousa vai viver hoje (pelas 15 horas) aquele que é sempre um dos momentos mais especiais da sua temporada: a primeira ronda do Millennium Estoril Open, o seu torneio favorito, não só porque se joga em Portugal, mas também porque foi aqui mesmo que venceu o seu terceiro de quatro títulos ATP.
Hoje, o vimaranense de 33 anos, que ontem entrou na competição com uma vitória na variante de pares, tem pela frente um dos jovens craques do circuito ATP: Sebastian Baez, ex-número um mundial de juniores e que aos 21 anos já ocupa o 59º posto do ranking ATP e tem como especialidade precisamente a terra batida. Um dos jogadores mais baixos do top 100 mundial (1,70 metros, tal como o compatriota Diego Schwartzman, que também vem ao Estoril), Baez espera dificultar a vida ao melhor português de todos os tempos, que garante estar preparado para o desafio.
"Espero jogar a um bom nível e tentar vencer. Gostava de contar com casa cheia apesar de saber que terça-feira já é dia de trabalho. Seria ótimo sentir o apoio depois de em 2021 ter sido jogado à porta fechada. Por vezes o desfecho do encontro decide-se também por aí. Baez gosta deste tipo de superfície, tem vencido muitos encontros em terra batida e acredito que se jogarmos a um bom nível teremos um bom jogo. Já tive muito boas experiências neste torneio, espero que o fator público volte a ser fundamental", reforçou o minhoto, que este ano já venceu um ATP, em Pune, na Índia.
Grande vitória em pares
Ontem, o nº um nacional de singulares e antigo top 30 ATP de pares – variante na qual chegou a ser finalista do ATP Masters 1000 de Roma e semifinalista do Open da Austrália –, entrou com uma grande vitória no Estoril Open, ao qualificar-se para os quartos-de-final de duplas, ao lado do uruguaio Pablo Cuevas.
A dupla, que recebeu um wild card para o quadro principal, jogou a grande nível para derrotar em apenas dois sets os australianos Mathew Ebden e Max Purcell, vice-campeões do Open da Austrália este ano [só perderam a final diante de Kyrgios e Kokkinakis], por 6-4 e 6-3, num duelo resolvido em 1h20 e que contou com lotação esgotada no Court Cascais, num 25 de abril de casa cheia no Estoril.
Nos ‘quartos’, Sousa e Cuevas aguardam agora pelos vencedores do embate entre as duplas Federico Coria/Benoit Paire e Maximo González/Andre Goransson, que só competem hoje.
"Já tínhamos jogado juntos e sabia que podíamos competir muito bem lado a lado. Foi uma muito boa vitória, começámos muito bem o encontro diante de rivais difíceis mas que talvez não gostem tanto destas condições. O público esteve incrível e é ótimo voltar a sentir o apoio deles depois de um ano com tantas restrições. Senti-me muito bem em campo e estou muito feliz", confessou Sousa no final, antes de admitir que isso o motiva para os singulares: "Vencer dá confiança e adaptar às condições também é importante".
Sorridente e disponível
Aos 33 anos, João Sousa parece cada vez mais à vontade num torneio que é naturalmente atípico no contexto da sua temporada, pela exposição mediática e tempo que tem dedicar aos seus fãs. Dos mais novos aos mais velhos, todos o procuram para fotografias e autógrafos, solicitações às quais tem respondido com enorme disponibilidade e simpatia.