Mestre à espanhola

Três meses depois de ter sido anunciado pela organização, Pablo Carreño Busta ganha o seu 1.º torneio em terra batida, batendo Gilles Muller

• Foto: David Martins

Nos acessos ao Clube de Ténis do Estoril a forte campanha publicitária para esta terceira edição do Millennium Estoril Open não incluiu o nome de Pablo Carreño Busta. E foi ele, afinal, que acabou como vencedor, justificando inteiramente o estatuto de primeiro cabeça-de-série, derrotando o luxemburguês Gilles Muller, por 6-2 e 7-6 (5) ao fim de 1h22.

A final de ontem não esteve ao nível das duas anteriores, quando os triunfos pertenceram a Richard Gasquet (2015) e Nicolas Almagro (2016). Mas Pablo Carreño Busta, de 25 anos e nº 21 na lista ATP, manteve-se sempre fiel aos princípios básicos da escola espanhola, que tantas tradições tem em terra batida.

Pontinha de emoção só houve mesmo na parte final, na decisão do 2º set, no tie-break, com Muller (33 anos e 28º ATP) a não aguentar a pressão e a não conseguir atinar com o seu serviço, que geralmente é bastante colocado. Mais lento e menos lúcido, Muller foi incapaz de acompanhar o ritmo e intensidade de jogo do adversário, que tomou conta do 1º set em 31 minutos, de forma limpa e esclarecida.

No 2º set, o luxemburguês esteve muito melhor, mas não o suficiente para tomar ascendente sobre o espanhol. Alguns serviços interessantes perto dos 200 km/h, apontamentos técnicos com a execução do vólei, mas tudo isso foi a espaços e sem grandes consequências.

Como se disse, a parte mais emotiva foi no tie-break. Pablo Carreño Busta aproveitou os deslizes de Muller para celebrar o primeiro título em terra batida, depois de já ter averbado no ano passado dois títulos em piso rápido: Winston-Salem e Moscovo.

Para a história do torneio ficam alguns registos de interesse: é a primeira vez que o primeiro cabeça-de-série ganha o evento. O triunfo não vai permitir a Busta a subida no ranking, mantendo-se no 21º posto, sendo o quarto espanhol na lista ATP depois de Rafael Nadal (5º), Bautista Agut (19º) e Ramos-Vinolas (20º).

Três meses depois de ter sido anunciado pela organização, Pablo Carreño Busta mostrou que tem grande potencial. E prometeu voltar para 2018.

Por Norberto Santos
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