Os portugueses do Estoril Open'2018

• Foto: Pedro Ferreira

A história repete-se: pela quarta vez em quatro edições, João Sousa volta a ser a grande figura da armada portuguesa para o Millennium Estoril Open.

O vimaranense de 29 anos, 67º ATP, caiu no ranking ATP em relação ao ano passado (37º), mas regressa a Portugal num bom momento de forma, depois de bons torneios em Indian Wells, Miami e Marraquexe, ainda que tenha perdido cedo em Barcelona.

No Clube de Ténis do Estoril, João Sousa terá como primeiro objetivo... ganhar um encontro, um feito que seria inédito para a sua carreira nesta nova versão do maior torneio de ténis português. Sousa caiu na 1ª ronda em 2015 e 2017 e cedeu na 2ª eliminatória em 2016, depois de ter ficado isento da ronda inaugural.

Ainda que o Estoril Open acabe por ser apenas mais um torneio no calendário do português, é compreensível o seu desejo de ser feliz pela primeira vez no seus país, até porque este tem sido um torneio habitualmente feito à sua imagem, pelo facto de ter como principal patrocinador a entidade bancária que dá nome à competição.

Para além de competir na prova de singulares, onde é o único tenista luso com entrada direta, Sousa tem igualmente lugar na grelha principal da variante de pares, ao lado do seu amigo argentino Leonardo Mayer, com quem em 2015 chegou aos quartos-de-final... do US Open.

Gerir as emoções

Para João Sousa, a principal chave para poder ter sucesso em solo português é tentar gerir as emoções e a ansiedade natural de quem quer ser bem-sucedido perante os seus fãs.

No Estoril, Sousa opta habitualmente por tentar contrair mais as suas emoções, evitando exteriorizá-las, e isso joga muitas vezes contra si, como se percebeu durante boa parte da temporada de 2017, que acabou por ter como consequência uma descida no ranking para números que já não se viam desde finais de 2013, quando conquistou o seu primeiro título ATP, em Kuala Lumpur.

Sem surpresas, Sousa volta a ser uma das apostas pessoais de João Zilhão, diretor do torneio, para a competição. "Apoio não lhe vai faltar. Ninguém mais do que o João [Sousa] gostaria de ganhar o Estoril Open. Mas é preciso ver que não há jogos fáceis, como as anteriores edições deste torneio já mostraram. Os encontros têm de ser vencidos dentro do court. Todos os jogadores do top 100 podem ganhar a jogadores do top 10", confessou Zilhão, sem deixar um sentimento. "Tenho um feeling que ele este ano vai dar-nos uma alegria."

A estreia de João Sousa na edição de 2018 do maior torneio de ténis português vai acontecer na terça-feira, 1 de maio, um dia que já está esgotado, pelo que se espera um ambiente fabuloso no apoio ao ‘Conquistador de Guimarães’.

O adversário, esse, será apenas conhecido no sorteio de sábado, mas é garantido que o minhoto não será cabeça-de-série, pelo que, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, não é de esperar que Sousa tenha o caminho teoricamente mais facilitado a caminho das rondas finais.

Curiosamente, João Sousa até teve sucesso na anterior versão do torneio ATP 250 português, no Complexo de Ténis do Jamor. Foi no anterior Estoril Open, em 2012, que Sousa chegou pela primeira vez aos quartos-de-final de um torneio ATP.

Repetir sucesso do ano passado

Nem só de João Sousa se faz o ténis português no Estoril Open. Aliás, em 2017, quatro tenistas portugueses ultrapassaram a primeira ronda do mesmo torneio ATP pela primeira vez na história e... nenhum deles foi o melhor tenista português de todos os tempos.

Gastão Elias, número dois nacional, aguarda ainda a entrada direta (que deverá acontecer), ao passo que Frederico Silva, a fazer uma grande temporada que inclui já três títulos de categoria Future, é o único português com wild card garantido para o qualifying, depois de ter sido o melhor jogador nacional no Cascais Next Gen Tour, eventos de 25 mil dólares promovidos e apoiados pela organização do Estoril Open.

O wild card de Kiko até poderá ser promovido nos próximos dias a convite para o quadro principal, mas tudo depende das opções de última hora que forem tomadas. Pedro Sousa, garantido no qualifying, está lesionado na zona abdominal e pode não dar garantias de competitividade, mas João Domingues (que também passou uma ronda em 2017) e João Monteiro, o segundo colocado no Cascais NextGen Tour, são outras duas opções para poder defender as cores portuguesas no Estoril Open.

Já Gonçalo Oliveira decidiu jogar outro torneio nesta semana depois de não ter garantias de convite.

Por José Morgado
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