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Tenista de 34 anos encontra-se num hotel de quarentena em Melbourne à espera de ser deportado
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O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, negou esta quinta-feira que o tenista número um do mundo Novak Djokovic fosse vítima de assédio, justificando a revogação do visto do atleta por não cumprir os requisitos impostos pela pandemia de covid-19.
"A Austrália tem regras claras sobre as suas fronteiras soberanas que não são discriminatórias", disse Morrison numa conferência de imprensa em Camberra, explicando que a revogação do visto foi em resposta "à aplicação razoável das leis australianas de proteção das fronteiras".
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Os comentários de Morrison vêm na sequência do Presidente da Sérvia, Aleksandar Vucic, ter dito que o seu país iria lutar para defender Djokovic e que as autoridades do país dos Balcãs estavam a trabalhar para acabar com o "assédio" ao jogador.
Djokovic chegou ao aeroporto da cidade de Melbourne na quarta-feira à noite com uma isenção médica que lhe permitiria defender o seu título no Open da Austrália, mas os funcionários de controlo fronteiriço revogaram o seu visto quando o tenista não conseguiu justificar a autorização e detiveram-no durante várias horas.
O tenista de 34 anos encontra-se num hotel de quarentena em Melbourne à espera de ser deportado, segundo os media locais.
Já 20 vezes vencedor do Grand Slam, tal como Roger Federer e Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic tem como objetivo um 21.º título em Melbourne.
O Open da Austrália, que começa a 17 de Janeiro, é o seu torneio favorito: foi em Melbourne que o sérvio ganhou o seu primeiro Grand Slam (2008), e ninguém lá ganhou tanto como ele (nove vitórias).
Na terça-feira o tenista revelou que lhe tinha sido concedida uma "isenção médica" para fazer a viagem. A federação australiana solicitou o sigilo médico para evitar justificar a renúncia.
O anúncio provocou reações negativas por parte de alguns jogadores, que denunciaram um padrão duplo, e por parte de alguma imprensa australiana, num país onde as medidas de combate à covid-19 foram particularmente rigorosas.
Novak Djokovic já se tinha pronunciado em abril de 2020 contra a vacinação obrigatória, que estava prevista na altura para permitir que os torneios fossem retomados.
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