Open da Austrália: A experiência e consciência de João Sousa na estreia de Pedro Sousa

Tenistas portugueses no primeiro torneio do Grand Slam da época

João Sousa vai ter, pela primeira vez, a companhia de Pedro Sousa no quadro principal do Open da Austrália, primeiro torneio do Grand Slam da época, que terá lugar em Melbourne Park.

O vimaranense, 44.º colocado do ranking ATP, tem, nas seis participações anteriores, como melhor registo a terceira ronda, alcançada em 2015 e 2016, enquanto o lisboeta, 103.º classificado ATP, fará, aos 30 anos, a sua estreia no quadro principal de um 'major' frente a um jovem de 19 anos, Alex di Minaur, jogador revelação de 2018.

Atendendo à experiência no 'Grand Slam' (23 quadros principais), no circuito ATP e em torneios disputados nos Antípodas, João Sousa diz não ter feito uma "preparação específica para o Open da Austrália", embora "venha de uma pré-temporada muito exigente a nível físico" e do ATP 250 de Auckland, onde passou a primeira ronda em singulares e atingiu os quartos de final em pares, ao lado de Guido Pella, que defrontará na ronda inaugural em Melbourne Park.

"Os torneios do Grand Slam requerem uma preparação física um bocadinho acima do habitual e, nesse capítulo, acredito que estou bem preparado para o primeiro 'major' da época", assegura o número um português, apontando como "maiores dificuldades as condições atmosféricas e dos courts".

Mesmo assegurando que o fuso horário, no seu caso, "não fará diferença", por chegar à Austrália oriundo da Nova Zelândia, defende a necessidade de "adaptação rápida ao calor e aos courts para jogar a um bom nível" e, se assim for, poderá "fazer bons resultados".

"As minhas expectativas são sempre altas. Todos os jogadores gostam de jogar bem nos torneios do Grand Slam, mas o meu objetivo principal é conseguir jogar a um nível muito alto e tentar vencer o máximo de encontros possível", frisa João Sousa.

Além de reconhecer que Guido Pella não representará uma surpresa, por se conhecerem bem, o minhoto espera "um encontro difícil, em condições difíceis", e diz não sentir os níveis de confiança excecionalmente altos, depois de ter alcançado os oitavos de final na última edição do US Open.

"Poderia existir alguma confiança depois de ter passado essa barreira, porque queremos sempre mais, mas sou consciente do difícil que é um torneio do Grand Slam. Vou pensar encontro a encontro, tentar jogar bem e no final fazem-se contas", rematou.

Já Pedro Sousa, além da estreia em quadros principais de torneios do Grand Slam, será recebido pelo anfitrião e número um australiano, Alex di Minaur, um adversário que nunca defrontou.

"É um torneio onde estão os melhores do mundo, não há jogadores fáceis aqui. Já estava à espera de um encontro difícil fosse com quem fosse e calhou-me o Di Minaur. Nem posso dizer que seja um jovem que promete muito, pois ele já é uma certeza e certamente que ainda vai subir mais no ranking", defendeu o número dois nacional, referindo-se ao 29.º classificado da hierarquia ATP.

Embora esteja consciente das dificuldades da estreia em Melbourne Park, onde vai "dar o melhor frente ao número um australiano", Pedro Sousa confidencia já estar "ansioso por entrar em 'court', competir e ver o que acontece".

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