Cecchinato 'irrompe' entre a elite do ténis ao afastar Djokovic em Roland Garros

Desde 1999 que ninguém com tão fraco 'ranking' chegava às 'meias' do torneio

• Foto: Reuters
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Marco Cecchinato nunca tinha vencido nada em torneios 'Grand Slam', mas em Roland Garros as coisas estão a ser bem diferentes e esta terça-feira criou mesmo a grande surpresa dos quartos de final, ao afastar Novak Djokovic.

O siciliano, de 25 anos, apenas 72.º tenista do 'ranking' mundial, ganhou ao sérvio, que é o 22.º, mas já ganhou Paris há dois anos, em quatro sets, com 6-3, 7-6 (7-4), 1-6 e 7-6 (13-11), numa 'batalha épica' em que o último tie-break durou 22 minutos.

Desde 1999 que ninguém com tão fraco 'ranking' chegava às 'meias', com Cecchinato a ter de ser encarado de forma mais 'séria', depois de deixar pelo caminho o belga David Goffin, o espanhol Carreno-Busta e agora 'Djoko'.

Segue-se mais uma tarefa complicadíssima, contra o austríaco Dominic Thiem (8.º da hierarquia), que, mais cedo, afastou o alemão Alexander Zverev (3.º) - por 6-4, 6-2, 6-1 -, visivelmente enfraquecido por uma lesão na coxa esquerda.

Desde 1976, quando Adriano Panatta ganhou, que a Itália não tinha um 'campeão' em Paris e este ano ele aparece de onde menos se esperava, já que o tenista nascido em Palermo nunca tinha passado uma ronda sequer em 'Grand Slams' e tem na biografia um processo que quase redundou em 18 meses de suspensão por suspeita de resultados combinados.

Parece ter 'renascido' este ano, com a vitória em Budapeste, também torneio de terra batida, e apresta-se para passar na lista Fabio Fognini (18.º), para se afirmar como melhor tenista transalpino do momento.

Curiosamente, jogou hoje contra um companheiro habitual de treino no Mónaco e o sérvio não hesitou em afirmar que "está a jogar o ténis da sua vida".

Cecchinato colocou pressão constante sobre 'Djoko', obrigou-o a percorrer o campo todo e mostrou eficácia numa interessante panóplia de golpes, com 'amortis', 'lobs 'e 'vóleis' de bela execução.

Salvou três bolas de 'set' e no final não vacilou com um 'tie-break' longo de 22 minutos, eliminando o favorito em três horas e 26 minutos de 'batalha'.

Para quarta-feira, estão marcados os outros dois embates dos 'quartos', com o espanhol Rafael Nadal, que ainda não perdeu qualquer 'set' e soma 10 títulos, a defrontar o argentino Diego Schwartzman e o croata Marin Cilic a encontrar o número 1 'albi-celeste', Juan Martin Del Potro.

No setor feminino, há uma certeza, desde hoje - uma finalista será norte-americana, já que Sloane Stephens (10.ª) e Madison Keys (13.ª) se cruzarão nas 'meias'.

As duas finalistas do último Open dos Estados Unidos deixam patente que também sabem estar bem em terra batida e uma delas garante o acesso, com os pontos da final, ao 'top-5' da modalidade.

Hoje, as vitórias foram esperadas e os números claros, com ambas a ultrapassar o obstáculo em dois 'sets' apenas.

A campeã de Flushing Meadows, Sloane Stephens, é quem parece estar melhor, depois de 'despachar' a jovem russa Daria Kasatskina em uma hora e 11 minutos, com 6-3 e 6-1.

Já Mandy Keys - excelente nos serviços - teve de jogar um pouco mais, uma hora e 24 minutos, para deixar pelo caminho a cazaque Yulia Putintseva, com 7-6 (7-5) e 6-4.

Quarta-feira, disputa-se a parte superior do quadro e só há nomes fortes: a romena Simone Halep contra a alemã Angelique Kerber e a russa Maria Sharapova contra a espanhola Garbine Muguruza.

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