Nuno Borges qualificou-se para a segunda ronda de Roland Garros após bater Tomás Etcheverry, 25.º do ranking ATP, e no final explicou que os seus bons resultados em Grand Slams estão longe de ser fruto do acaso. O português considera que o formato à melhor de 5 sets favorece o seu ténis.
“Não acho que seja coincidência. Não é a importância da ocasião, mas o facto de jogar à melhor de cinco. Dá-me uma gestão do encontro que deveria saber utilizar também quando jogo à melhor de três”, afirmou. Borges destacou ainda que esse contexto o torna mais determinado: “O facto de saber que não há outra opção deixa-me mais decidido. A tomada de decisão é mais convicta.”
Sobre as elevadas temperaturas registadas em Paris, o maiato admitiu que foram um desafio adicional. “Este foi o encontro mais quente da época de terra batida. Isso pesa e torna tudo mais duro”, explicou, revelando que preferiu não alterar o material: “Estou a jogar com 22 de tensão. Prefiro mudar a maneira de jogar do que mudar a máquina.”
Após fechar o encontro, Borges não escondeu a emoção. “Mentalmente estava pronto para a complicação. Sentia que estava a ser superior, mas fechar 1 set e um encontro nunca é fácil. No final soltei as emoções.”
O português soma agora três vitórias em três jogos frente a Etcheverry em 2026 e reconhece que o seu estilo cria dificuldades ao argentino. “Sinto que ele não gosta de me defrontar e que o meu ténis lhe causa problemas, mesmo em terra batida.”
Quanto à próxima ronda, frente a Miomir Kecmanovic, mostrou respeito pelo sérvio: “É um dos melhores 'baseliners' do circuito. Vai ser um encontro duro, especialmente à melhor de 5 sets.”
Por fim, destacou o apoio dos portugueses em Paris. “Sabe muito bem. Era bom conseguirmos trazer mais cultura tenística para Portugal e inspirar as próximas gerações.”
Por José Morgado