Diretora de Roland Garros avisa que sancionará tenistas pró-Putin

Mauresmo, de 42 anos, lembrou que "o princípio da neutralidade" será imposto no torneio

A diretora do torneio de Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, avisou esta quinta-feiira que os tenistas que manifestarem apoio ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, vão ficar sujeitos a sanções, face à invasão da Ucrânia pelos russos.

"Estamos de acordo com o que foi decidido pelos ministros do Desporto da UE. Não vamos receber equipas, mas atletas individuais [russos e bielorrussos]. Obviamente, se um atleta comparecer perante a imprensa pró-Putin, haverá sanções", garantiu Amelie Mauresmo, antiga número um mundial, em entrevista à rádio France Inter.

Mauresmo, de 42 anos, lembrou que "o princípio da neutralidade" será imposto no torneio, sem hinos ou bandeiras da Rússia ou da Bielorrússia.

O 'major' de terra batida parisiense vai decorrer entre 22 de maio e 05 de junho.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Por Lusa
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