Frederico Silva e o regresso a Roland Garros: «É pena não prolongar a minha estadia»
Tenista português cedeu logo na primeira ronda da fase de qualificação do torneio parisiense
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Frederico Silva (235.º ATP) concretizou esta segunda-feira o regresso aos Grand Slams - US Open em 2023 tinha sido o último - , mas foi afastado na primeira ronda da fase de qualificação de Roland Garros, ao perder em três sets com o argentino Federico Agustín Gómez (181.º), por 6-3, 6-7 (5-7) e 6-3. No final do encontro, o tenista português falou a Record.
RECORD - O que é que podemos dizer sobre este jogo?
FREDERICO SILVA - "Um jogo bastante equilibrado desde o início. Apesar de ter perdido o primeiro set, tive várias oportunidades de fazer o break e de passar para a frente no resultado. Acabei por não conseguir e ele acabou por aproveitar melhor as oportunidades que teve para fazer o break e depois serviu bastante bem o resto do set. Tentei manter-me tranquilo para o segundo set, já um pouco mais dentro do jogo também, se calhar habituado às condições do campo e, quando ele estava a servir para fechar o encontro, consegui ir buscar alguma energia extra para virar o jogo e ganhar o segundo set. O terceiro set acabou por ser um set bem disputado, em que ainda estive break acima no set, mas acho que ele também jogou bastante bem, puxou pelo nível e acabou por jogar um terceiro set bastante bom."
R - O que é que faltou neste encontro? Há pouco tempo tinha derrotado este tenista
FS - "Sim, eu tinha jogado com ele na final de um Challenger em piso rápido e na altura tinha ganho, mas tinha sido um jogo também em três sets. Sabia que ia ser bastante equilibrado. Hoje acho que ele serviu bastante melhor do que eu. Conseguiu estar mais vezes por cima do ponto, a comandar o ponto. E acho que no final foi um bocadinho por aí que o jogo caiu para o lado dele no terceiro set."
R - Como é que foi este regresso a Roland Garros?
FS - "Era um objetivo claro para mim. Depois de uns anos um pouco complicados. Eu
queria muito voltar aqui o mais cedo possível e, obviamente, muito feliz por
ter voltado a este torneio. É sempre uma grande motivação estar aqui e poder
jogar. Muita pena de não ter conseguido ganhar o jogo hoje e
prolongar a minha estadia. Mas vou continuar a trabalhar para que, no próximo
ano, possa estar cá de volta."
R - Há sempre um saborzinho especial estar aqui para quem já ganhou em pares em
juniores?
Queria muito voltar aqui o mais cedo possível e, obviamente, muito feliz por ter voltado a este torneio. É sempre uma grande motivação estar aqui e poder jogar
Frederico Silva
Tenista português a Record
FS - "Já não penso muito nisso, na verdade. Já foi há muitos anos. Acho que isso já não está na minha cabeça. Agora é mesmo uma etapa diferente da minha carreira. É sempre um orgulho e uma motivação extra estar aqui a competir entre os melhores jogadores e é nisso que me vou focar. Apesar da derrota, trabalhei bastante para voltar aqui a este torneio e vou continuar a trabalhar para estar cá no próximo ano."
R - Sobre o ténis português, em geral, havia no arranque de Roland Garros, três masculinos no qualifying e um já no quadro principal, bem com um masculino nos pares, e duas atletas femininas no qualifying. O ténis português está a ir no bom sentido?
FS - "Acho que é o recorde de participações, neste caso, portuguesas num Grand Slam.
É um bocadinho a recompensa do trabalho que tem sido feito pela
Federação Portuguesa de Ténis. Um pouco também pelo trabalho que tem sido
feito pelos treinadores e por todos os que estão envolvidos no ténis em
Portugal. Sem dúvida que, um país tão pequeno como Portugal, com tão poucos
praticantes, ter sete jogadores a participar aqui, é muito positivo
para Portugal e para os portugueses. Espero que amanhã (ndr: terça) o Henrique
Rocha e o Jaime Faria possam ganhar, bem como a Francisca Jorge, e também
quando for a vez do Nuno Borges e do Francisco Cabral, vou torcer também por
eles."
R - Qual é o programa agora?
FS - "Na próxima semana vou jogar um Challenger, ainda não sei bem onde. Tenho hipótese de jogar um Challenger 100 em Chisinau (Moldova) ou então um Challenger 75 em Vicenza (Itália). Nestes dias, agora, vou aproveitar para trabalhar, para melhorar algumas coisas que estão em falta no jogo para tentar fazer um bom torneio na próxima semana."