Nuno Borges dá luta mas é eliminado por Andrey Rublev na terceira ronda de Roland Garros
Tenista português perdeu em três sets
Seguir Autor:
Nuno Borges deparou-se esta sexta-feira com um obstáculo intransponível em Roland Garros na figura do tenista russo Andrey Rublev, que impediu o número um português de ultrapassar pela primeira vez a terceira ronda do Grand Slam francês.
O número um português, 51.º classificado do ranking mundial, nunca demonstrou possuir argumentos para contrariar a supremacia de Rublev, que ocupa o 13.º lugar na hierarquia da ATP e venceu em três sets, por 7-5, 7-6 (7) e 7-6 (7), após duas horas e 42 minutos de confronto no court em terra batida.
Borges, de 29 anos, falhou o acesso aos oitavos de final pelo segundo ano consecutivo, na quinta participação no major parisiense, uma vez que em 2025 tinha sido afastado nesta mesma fase pelo australiano Alexei Popyrin, também em três parciais e com recurso a dois 'tie-breaks'.
O tenista natural da Maia continua a ter os 16 avos de final como teto em Roland Garros, tendo sofrido a quinta derrota em igual número de embates com Rublev, 11.º cabeça de série do segundo Grand Slam de 2026, que vai defrontar nos 'oitavos' o vencedor do encontro entre o australiano Alex De Minaur (número sete mundial) e o checo Jakub Mensik (27.º).
O português viveu no fio da navalha durante todo o primeiro set, no qual Rublev dispôs da possibilidade de quebrar o saque do adversário em quatro dos seis jogos de serviço. Borges contrariou seis pontos de 'break' (entre os quais três no segundo jogo de serviço, no qual enfrentou uma desvantagem de 0-40), mas o sétimo revelou-se fatal.
Rublev passou para o comando do marcador, concretizando o 6-5, e fechou o parcial no jogo seguinte. Ao contrário de Borges, o moscovita enfrentou pouca oposição nos jogos de serviço (o português não dispôs de nenhum 'break point') e o mais disputado foi mesmo o último, que concluiu no segundo 'set point'.
O início do segundo parcial foi ligeiramente retardado para que o russo recebesse assistência de um fisioterapeuta e parecia extraído de um encontro diferente. Rublev desatou a cometer erros e isso custou-lhe os dois primeiros jogos de serviço, mas Borges nunca teve muito tempo para desfrutar, pois cedeu imediatamente nos seus.
Os tenistas estabilizaram e não voltaram a ser surpreendidos nos respetivos saques, o que empurrou o segundo parcial para o 'tie-break', no qual Rublev esteve quase infalível: fechou os seus primeiros dois pontos com 'ases' (efetuou 12 no total, contra seis do opositor) e o set na primeira oportunidade de que dispôs, após 'roubar' quatro pontos a Borges.
O terceiro parcial decorreu sem sobressaltos (à exceção de um breve desentendimento entre Borges e o juiz) e só Rublev teve de enfrentar dois 'break points' logo no primeiro jogo, mas foi mesmo o tenista russo que encerrou o encontro, com a mesma receita do set anterior, no desempate e por idêntica margem (7-2).
Depois de ter eliminado o argentino Tomás Martín Etcheverry, na estreia, e o sérvio Miomir Kecmanovic, na segunda eliminatória, Borges despede-se por este ano de Roland Garros -- no qual teve entrada direta no quadro principal -, uma vez que também foi afastado na ronda inaugural do torneio de pares, em que alinhou ao lado do chinês Zhizhen Zhang.
Portugal continua representado no torneio de singulares masculinos por Jaime Faria, 115.º do ranking mundial, que, ao contrário de Borges, teve de disputar a fase de qualificação e se apurou pela primeira vez para a terceira ronda, na qual vai defrontar no sábado o norte-americano Frances Tiafoe, 22.º.