«Se o míssil tivesse caído 100 metros mais perto, provavelmente hoje não teria mãe nem irmã»

Marta Kostyuk avançou em Roland Garros e foi figura do dia pela história que partilhou

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Marta Kostyuk avançou em Roland Garros
Marta Kostyuk avançou em Roland Garros • Foto: AP
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A ucraniana Marta Kostyuk foi um dos nomes principais do primeiro dia de ação no quadro principal de Roland Garros. Derrotou a espanhola de origem russa Oksana Selekhmeteva em dois sets (6-2 e 6-3), não a cumprimentei após o jogo e, em conferência de imprensa posterior, confessou ter disputado esta partida após um amanhecer dramático. Tudo por causa de um ataque russo perto da casa dos seus pais, que a deixou bastante abalada.

"Tenho esta fotografia da casa dos meus pais e de tudo o que a rodeia. Não tenho um vídeo, mas foi isto que recebi hoje às 8 da manhã. Tive de viver isto, de enfrentar a situação e de entrar em campo para jogar. Não sabia o que esperar de mim mesma. Não sabia como me ia concentrar, como ia conseguir controlar as minhas emoções ou os meus pensamentos. Obviamente, houve momentos durante o encontro em que voltei a pensar nisso", assumiu.

"Durante a maior parte da manhã senti-me mal só de pensar que, se aquilo fosse 100 metros mais perto, provavelmente hoje não teria mãe nem irmã. Foi mesmo difícil processar isto tão depressa e, ao mesmo tempo, entrar em campo para jogar. Por isso é que também estou muito contente por ter jogado o primeiro encontro, porque não sei qual seria o desfecho se jogasse o último, por exemplo. É difícil, mas hoje estou muito orgulhosa de mim mesma, de como todos lidámos com isto. Estou feliz por estar na segunda ronda e por todos continuarem vivos", acrescentou.

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