Nuno Borges: «Já me acalmei um bocadinho, mas fiquei em completo delírio»

Português recorda qualificação épica para o quadro principal do US Open

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O ponto que fechou vitória época de Nuno Borges no qualifying do US Open
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Em estreia nos pisos rápidos do US Open, Nuno Borges será um de dois representantes portugueses Flushing Meadows - para lá de João Sousa -, depois de ter superado no qualifying os norte-americanos Alex Rybakov e Govind Nanda, antes de afastar o italiano Francesco Maestreli. Agora, de olho no quadro principal, onde iniciará a sua campanha com o local Ben Shelton (171.º ATP), um jovem prodígio de 19 anos, o maiato, número dois português e 105.º classificado mundial, assume ainda estar a recuperar das emoções das rondas de qualificação, mas promete estar pronto para a ação.

"Já me acalmei um bocadinho, mas fiquei em completo delírio. Estou mesmo contente, a minha reação no final do encontro acho que resume muito bem aquilo que senti, foi o culminar de muitos nervos e esforço. Foram muitas horas a pensar naquele encontro, muitas pausas [devido à chuva], o que torna tudo mais emotivo, era a entrada para um quadro principal de um 'Grand Slam' e estava muita coisa em jogo. Será um encontro que me vou lembrar sempre e será sempre especial", confessou à Lusa.

Após a dura batalha frente a o Maestreli, que durou três horas e dois minutos, e implicou "muita luta até ao fim, muito desgaste físico e mental", Nuno Borges realçou a "oportunidade incrível" de voltar a jogar num país onde foi aluno universitário. "É um país que me diz muito e jogar aqui, um quadro principal, diante de tantas pessoas, é uma oportunidade incrível. Vou tentar tirar o maior proveito possível, porque não é todos os dias que jogamos em palcos destes e o ambiente aqui é inacreditável", destacou.

Ainda "sem expectativas" para a prova de singulares, Nuno Borges pretende "descansar os próximos dois dias e tentar desfrutar dentro dos possíveis", antes de se focar a 100% no desafio com Shelton e na competição de pares, que vai disputar na companhia do amigo Francisco Cabral (48.º ATP pares), com quem conquistou o título do Estoril Open.

"A estratégia é dar tudo por tudo, como de costume. Sentimos que podemos jogar bem e podemos fazer uns encontros interessantes. Vai depender com quem calhamos, mas acho que temos hipóteses mesmo com as melhores duplas do mundo e, se nos mantivermos positivos e fizermos o nosso ténis, podemos fazer alguns estragos", finalizou Borges (82.º ATP pares).

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