Sloane Stephens e Madison Keys disputam final inédita

Norte-americanas 'despacharam' Venus Williams e CoCo Vandeweghe

• Foto: Reuters

As norte-americanas Sloane Stephens e Madison Keys confirmaram na quinta-feira a emergência de uma nova geração no ténis mundial, ao qualificarem-se pela primeira vez para a final de um torneio do Grand Slam, no US Open.

Stephens, de 24 anos, fê-lo precisamente à custa de um dos símbolos da anterior geração, a compatriota Venus Williams, batida nas meias-finais por 6-1, 0-6 e 7-5, enquanto Keys, de 22 anos, despachou a também norte-americana CoCo Vandeweghe por 6-1 e 6-2.

O dia seria sempre de festa no Open dos Estados Unidos, com as primeiras meias-finais integralmente caseiras em Flushing Meadows desde 1981, mesmo sem a presença de Serena Williams, irmã mais nova de Venus e uma das grades dominadores dos últimos anos, devido ao nascimento da filha.

Stephens, que esteve afastada dos courts durante 11 meses, entre agosto de 2016 e julho de 2017, devido a uma lesão num pé, protagonizou um regresso fulgurante ao circuito, subindo quase 900 posições na hierarquia mundial em pouco mais de um mês, de 957.ª para 83.ª.

Independentemente do resultado da final do quarto e último Grand Slam do ano, Stephens vai deixar Nova Iorque ainda mais bem posicionada no ranking, apesar de ter passado por algumas dificuldades nas duas horas e 09 minutos de confronto com Venus, nona tenista do mundo.

Depois de ter vencido o primeiro parcial por inquestionável 6-1, Stephens viu a compatriota responder de forma ainda mais categórica, deixando a rival em branco no segundo set, antes de se impor no terceiro e decisivo parcial, por 7-5, fazendo pender o encontro a seu favor com um break no 11.º jogo antes de servir para fechar o embate.

"Se me tivessem dito que estaria na final do US Open quando iniciei o meu comeback não teria acreditado. Nem sei como explicá-lo. Limitei-me a trabalhar no duro", desabafou uma incrédula Stephens.

O tom de Keys era de idêntica estupefação: "Quem ousaria pensar, em janeiro, numa altura em que tínhamos acabado de ser operadas e de falhar o Open da Austrália, que estaríamos na final do US Open? Isto é verdadeiramente especial", observou.

A jovem tenista, 22.ª da hierarquia mundial, precisou de cerca de metade do tempo (1H08 horas) para afastar Vandeweghe, 16.ª, que nunca mostrou argumentos para ocupar o lugar da adversária na primeira final 100% norte-americana no torneio desde 2002, entre as irmãs Williams.

Por Lusa
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de US Open

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2020. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.