Oligarca russo Vladimir Lisin perde eleições para presidência da Federação Internacional de Tiro

Luciano Rossi, de 68 anos, conseguiu 136 votos, contra 127 de Lisin, e afastou o russo, tido como próximo do presidente russo Vladimir Putin

• Foto: Reuters
O oligarca russo Vladimir Lisin perdeu esta quarta-feira para o italiano Luciano Rossi as eleições para presidente da Federação Internacional de Tiro (ISSF), sendo afastado por nove votos da reeleição para um segundo mandato.

Rossi, de 68 anos, conseguiu 136 votos, contra 127 de Lisin, e afastou o russo, tido como próximo do presidente russo Vladimir Putin, contestado desde que a Rússia invadiu a Ucrânia.

A promessa do italiano é a de "relançar esta modalidade", após críticas também ao funcionamento da ISSF, que durante 38 anos teve o mexicano Olegario Raña como líder e responsável por uma modalidade que foi olímpica em todas menos duas edições dos Jogos da era moderna.

Este processo eleitoral esteve envolto em polémica, com críticas de parte a parte e denúncias de ameaça do 'campo' de Rossi, que já em 2018 tinha perdido a presidência para o russo por quatro votos, tendo aí denunciado pressões e ameaças de morte.

Em julho, o atirador olímpico português João Costa criticou Lisin, em declarações à Lusa, bem como o secretário-geral da ISSF, Alexander Ratner, agora presidente da confederação europeia, por terem "ideias estranhas em relação ao tiro".

Tanto Lisin como Ratner foram instados a abandonar os cargos em abril, devido à guerra na Ucrânia, embora nenhum esteja na lista de sanções aplicadas a oligarcas russos.

Ambos receberam cartas de mais de uma dezena de federações nacionais, visando sobretudo Lisin, de 65 anos, um magnata do metal, como presidente e acionista maioritário da Novolipetsk, uma das quatro maiores empresas do setor na Rússia, com uma fortuna estimada pela Forbes em 24,4 mil milhões de euros.

Por Lusa
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