João Pereira tinha já 18 anos quando começou a praticar triatlo. Mas o início tardio na modalidade não o impede de ser neste momento um dos melhores do Mundo. Aos 26 anos, conquistou na recente etapa de Londres do WTS (Campeonato do Mundo) o seu melhor resultado internacional de sempre (3.º lugar), que o coloca também entre os dez primeiros (9.º) do ranking mundial.
“Até aos 18 anos, não tinha uma atividade desportiva regular. E da natação sabia o básico”, frisou o triatleta das Caldas da Rainha. Como foi possível então em pouco tempo tornar-se numa referência? “Chegar aqui é fruto de muito trabalho, dedicação, que consegui também com a ajuda dos clubes por onde passei. Agora estou no Benfica.” Antes de chegar à Luz, João Pereira representou o Alhandra.
Mas como é vestir a camisola da águia? Existe alguma pressão? “Nem pouco mais ou menos. Represento acima de tudo uma grande instituição, onde sou muito protegido, sem que haja a exigência dos resultados. Ter o Benfica do meu lado é sem dúvida uma mais-valia”, frisou.
Rio de Janeiro’2016
João Pereira falhou por pouco a presença em Londres’2012, onde competiram João Silva e Bruno Pais. Mas chegar aos próximos Jogos Olímpicos “não é um sonho, mas sim um objetivo muito concreto, real e possível”, sublinha. “Antes da última prova de apuramento em 2012 tinha mais certezas de ir ao Rio de Janeiro do que a Londres. Na altura, não tinha maturidade suficiente.”
As coisas estão pois bem encaminhadas para o triatleta das Caldas da Rainha fazer uma grande temporadas. E o facto de as relações com a Federação de Triatlo de Portugal (FTP) estarem agora bem melhores, depois de 2013 ter sido marcado por várias polémicas, também ajuda aos bons resultados.
“O entendimento com os atletas melhorou, mas ainda há coisas por resolver, como, por exemplo, o facto de, até ao momento, não se ter feito qualquer estágio. Por outro lado, o meu treinador, o Lino Barruncho, ainda não recebeu a bolsa olímpica a que tem direito. Seja como for, o Lino procura que me abstraia dos problemas para ter a tranquilidade necessária para trabalhar”, esclarece.