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O triatleta português Vasco Vilaça conquistou este sábado a sua segunda vitória em etapas do Mundial de triatlo, na cidade italiana de Alghero, repetindo o êxito na etapa uzbeque, assumindo a liderança da competição.
Após três provas das nove provas - a primeira, nos Emirados Árabes Unidos foi adiada devido ao conflito no Médio Oriente -, Vilaça, quinto em Paris'2024, lidera o Mundial com 2.000 pontos, com mais 150 do que o brasileiro Miguel Hidalgo, hoje segundo classificado, na etapa da Sardenha.
"É o melhor ano de sempre para mim. Além de estar muito feliz, é uma confiança enorme para esta qualificação olímpica e para o Campeonato do Mundo. Estamos no primeiro terço, são quatro as provas em que preciso de pontuar para a finalíssima e, neste momento, já tenho dois primeiros lugares. Estou numa boa posição, muito confiante", vincou.
Vilaça tinha chegado pela primeira vez à vitória em Samarcanda, há cerca de um mês, após uma dezena de pódios em etapas do Mundial, que já concluiu no segundo lugar, em 2021, numa edição reduzida a uma prova devido à pandemia de covid-19, e em terceiro, no ano passado.
Em declarações à Lusa, o triatleta do Benfica assumiu que os dois triunfos noutras tantas provas em que participou - que lhe garantem a liderança do Mundial e da qualificação olímpica, que hoje começou - são o melhor pecúlio que poderia ter, numa alegria reforçada pelo facto de os amigos e irmãos Ricardo Batista e João Nuno Batista terem igualmente brilhado em Alghero, na Sardenha.
"Mais do que isso, também estou muito feliz por toda a equipa de Portugal. Hoje, pela primeira vez na história, tivemos dois triatletas num pódio de uma etapa do Mundial", congratulou-se o atleta natural da Amadora, depois do terceiro lugar de Ricardo Batista, o seu primeiro pódio em etapas da competição.
Após o êxito em Samarcanda, Vilaça fugiu hoje no último quilómetro do segmento de corrida para se impor em 1:45.16 horas, superando o brasileiro Miguel Hidalgo, segundo, por 19 segundos, e Ricardo Batista, sexto em Paris'2024, por 29 segundos - João Nuno Batista foi sétimo, a 37 segundos.
"Foi incrível, foi incrível [subir ao pódio com o amigo Ricardo]. Lembro-me muito bem quando o segundo qualificado chegou à meta, estava a cumprimentá-lo e, depois, de repente, só vejo o Ricardo a passar em terceiro e ponho as mãos na cabeça. É surreal! Estou tão, tão contente por ele. Além disso, também tinha cá a família para celebrar com ele. Foi incrível. É um momento histórico, que mostra não só o nível da nossa seleção, mas igualmente a forma como conseguimos trabalhar em conjunto e ser um país que, neste momento, é o mais forte do mundo no triatlo", destacou.
Vilaça não tem "segredos" para explicar o seu início de época avassalador: "São simplesmente muitos anos de treino e de experiência competitiva que, finalmente, depois de 10 ou 11 medalhas em etapas do Campeonato do Mundo, começam a encontrar o caminho para a vitória. Não é um segredo, mas trabalho durante muitos anos e que finalmente dá resultado".
Agora que os portugueses se mostraram ao mundo na sua melhor forma, entende que é "uma honra" a pressão de lidar com estes resultados, considerando que a seleção, que persegue o apuramento de três elementos para os Jogos Olímpicos Los Angeles'2028, está "no caminho certo" para esse objetivo.
"Estamos com a equipa mais forte de sempre e a posicionar o país, não só nós, mas a nação nesta qualificação olímpica", congratulou-se, agradecendo por "todo o incrível apoio" que tem recebido, sobretudo nas provas.
Agora, vai voltar a Girona, em Espanha, onde trabalha com o seu grupo de treino, preparando-se para a quarta etapa, a ser disputada em Quiberon, em França, entre 20 e 21 de junho.
Na classificação do Mundial, Ricardo Batista, de 25 anos, subiu ao quarto lugar, com 1.435, enquanto João Nuno Batista, de 20, ascendeu a 14.º, com 854.