COP dá luz verde à Casa do Triatlo
O Comité Olímpico de Portugal (COP) deu luz verde para a delegação do triatlo ficar fora da aldeia olímpica em Pequim permitindo, assim, que a Vanessa Fernandes e Bruno Pais – para já os triatletas que asseguraram duas vagas para Portugal –, possam ficar instalados junto ao local das provas, a cerca de meia centena de quilómetros da capital chinesa. A Federação de Triatlo de Portugal (FTP) já tem uma casa alugada para o efeito, inserida num dos resorts que, entretanto, foram sendo construídos naquele local.
"Digamos que ainda não há uma autorização oficial, mas o triatlo já está autorizado, por mim e pelo chefe de missão, a ficar fora da aldeia olímpica", revelou ao nosso jornal Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP). "Faremos sempre o que for possível para facilitar e melhorar as condições dos atletas. Não é nosso objectivo prejudicar seja quem for. Reconhecemos que é bastante melhor a Vanessa ficar perto do local da prova e que já conhece bem", adiantou ainda o líder do COP, recordando até que a situação não é inédita. "Em 1984, Carlos Lopes e Rosa Mota ficaram fora da aldeia olímpica."
Vicente Moura adiantou que o COP assumirá "os custos da missão do triatlo", referindo que a FTP disponibilizará "algum do espaço sobrante na casa", que o COP utilizará para instalar "convidados".
Resolvida que está a questão da aldeia olímpica, outra há por solucionar. A FTP não concorda que o COP, através do departamento de avaliação, tenha retirado triatletas do Projecto Esperanças Olímpicas. "Em 2006 tínhamos seis, candidatámo-nos com dez e o COP reduziu para quatro", explica o presidente da FTP, José Luís Ferreira. Vicente Moura adiantou que haverá uma reunião no início do ano para resolver o diferendo. "Quando nos levantarmos o assunto estará resolvido", frisou.