Federação de Triatlo quer organizar uma Taça do Mundo em Portugal no prazo de dois anos

Fernando Feijão revelou que será preciso investir "cerca de meio milhão de euros"

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Atletas de Triatlo
Atletas de Triatlo • Foto: Federação de Triatlo de Portugal

A Federação de Triatlo de Portugal (FTP) quer organizar uma etapa da Taça do Mundo até 2028, após um repto da federação mundial, revelou esta sexta-feira o seu presidente, na véspera da Taça da Europa de Quarteira.

"É um objetivo da Federação ter uma Taça do Mundo em Portugal nos próximos dois anos, em 2027 ou 2028. É um dos grandes objetivos. Agora, não quer dizer que consigamos, porque o investimento é elevado e nem todos os políticos têm sensibilidade para os números", disse Fernando Feijão, em declarações à agência Lusa.

O dirigente falava à margem da conferência de imprensa de lançamento da Taça da Europa de Quarteira, em distância olímpica, que no fim de semana leva à cidade do concelho de Loulé, distrito de Faro, cerca de 250 triatletas de mais de 20 nacionalidades, em elites e juniores.

Segundo Fernando Feijão, foi a própria World Triathlon, organismo que regula a modalidade a nível mundial, que "lançou o desafio" à FTP, por confiar na sua "enorme capacidade de realizar provas internacionais".

"Quarteira merecia e merece, Portugal merecia e merece uma Taça do Mundo. Só que, em termos de investimento, é um patamar bem superior", frisou o dirigente, sobre as implicações de organizar uma prova de nível superior à atual.

Para uma etapa da Taça da Europa, "o investimento nunca é inferior a 100 mil euros", enquanto para uma Taça do Mundo "o investimento total é de cerca de meio milhão de euros", especificou.

A FTP já lançou, por sua vez, o repto à Câmara Municipal de Loulé, que tem sido "um exemplo e uma referência" no apoio à federação e que, neste caso, teria de arcar com "grande parte" do aumento de orçamento exigido.

"Já perguntei o que era necessário e já recebi o caderno de encargos. Agora, temos de trabalhar para isso", enquadrou, durante a conferência de imprensa, o presidente da autarquia louletana, Telmo Pinto.

Fernando Feijão vincou à Lusa que o evento "tem retorno económico significativo" e "um efeito multiplicador de 16", em alusão a um estudo da Universidade do Algarve sobre o impacto económico do evento em 2025, apresentado hoje durante a conferência de imprensa.

De acordo com as conclusões do estudo, a despesa direta gerada pela competição na região ascende aos 1.691.270 euros, sendo 94,3% proveniente de visitantes de fora do concelho.

A Taça da Europa de Quarteira "é importante", porque atrai muitos atletas europeus de países onde o clima não é propício à preparação de início da época e também porque permite "combater a sazonalidade" na região, frisou o presidente da FTP.

Esse interesse é comprovado no facto de "estarem já esgotadas" as inscrições para a Taça da Europa de Monte Gordo, no concelho algarvio de Vila Real de Santo António, em 11 de abril, em distância sprint.

"Era também importante para nós ter uma Taça do Mundo em Portugal em plena fase de qualificação olímpica [para Los Angeles2028], para motivar os nossos atletas e evitar mais deslocações", acrescentou.

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