Luz verde para Vanessa Fernandes
Primeira prova da vice-campeã olímpica poderá ser em janeiro no estrangeiro...
Em 2006, numa entrevista a Record, Sérgio Santos dizia que Vanessa Fernandes podia “manter o nível até aos 35 anos”. Entretanto, muita coisa se passou na vida da atleta de Perosinho nos últimos oito anos. Bateu o recorde de vitórias em Taças do Mundo (20), sagrou-se vice-campeã olímpica em Pequim’2008 e passou por momentos conturbados, que a fizeram retirar-se da alta competição.
Estamos agora em 2014, a dois anos de mais uns Jogos Olímpicos. Vanessa Fernandes confessou estar de regresso aos treinos de triatlo com o Rio’2016 e a luta pelo ouro na mente. Aos 29 anos, e 11 após a conquista do seu primeiro grande resultado internacional, que foi a estreia em vitórias na Taça do Mundo. “A Vanessa é ainda uma jovem e pode chegar aos Jogos Olímpicos de 2020, onde terá 35 anos. Todo o seu processo de formação como atleta demorou determinados anos. Hoje, isso já não acontece, já não se precisa de tanto tempo”, disse Sérgio Santos, ex-selecionador nacional.
O técnico conhece como ninguém a protagonista desta reportagem, ainda que refira ter perdido um pouco o rumo à vida de Vanessa, após o “divórcio” em 2009. Mas de uma coisa tem a certeza: “Se a Vanessa tiver motivação e condições para trabalhar, pode voltar a um bom nível, isto apesar de o triatlo ter evoluído nos últimos anos. Aumentou a profundidade, mas o nível real das atletas que habitualmente vencem não será muito diferente do tempo da Vanessa e da Snowsill [ouro em Pequim’2008].” E quanto a estar de novo na discussão de um pódio olímpico? “Sempre disse que a medalha é fruto de muitas circunstâncias. O atleta tem de se apresentar nas condições de a discutir e depois logo se vê. E neste campo, ela pode ser uma das candidatas a estar na luta.”
Dúvidas
Vanessa treina-se para regressar ao triatlo, mas em que condições? Ao que apurámos, para já sem a orientação de um treinador, mas isso pode mudar. Lino Barruncho é agora um técnico em alta, mas negou qualquer ligação profissional à atleta. Quanto à prova que deverá marcar o regresso, pode ser em janeiro no estrangeiro.