Triatletas do alto rendimento com liberdade nos treinos

O modelo de alta competição do triatlo português vai ser "mais aberto"...

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O modelo de alta competição do triatlo português vai ser "mais aberto", permitindo a cada atleta treinar com o técnico desejado, dentro ou fora dos Centros de Alto Rendimento (CAR), disse à Lusa o presidente da federação.

"Provavelmente, o nosso modelo não vai passar por um Diretor Técnico Nacional (DTN), que é mais um custo. Com a abertura que vamos implementar na modalidade -- tínhamos um modelo desenvolvimento totalmente fechado e queremos um aberto -- vamos proceder a algumas alterações e o atleta terá liberdade na busca dos objetivos e excelência", explicou Fernando Feijão.

Em declarações à Lusa, o presidente da Federação de Triatlo de Portugal revela o futuro: "O trabalho nos CAR pode manter-se, mas os atletas não precisam treinar com a estrutura da federação, já que podem optar pela do clube. Em vez de trabalharem com um modelo centralizado, a ideia é abri-lo e deixar que escolham o seu próprio treinador, evoluindo nos clubes ou nos CAR". O dirigente admite que, "com os cortes (do financiamento do Estado), não há condições para tudo o que o atleta do alto rendimento pretende", pelo que reconhece a possibilidade de haver diferentes níveis de apoio.

Acima de tudo, quer os triatletas "a trabalhar por objetivos e com vista à excelência" num modelo em que "os bons e muito bons são apoiados, sendo que os menos bons recebem o apoio possível".

Fernando Feijão entende que o trabalho de um selecionador em conjunto com os restantes técnicos da federação é suficiente para atingir os resultados desejados, até porque "a dispersão de funções neste momento não se justifica e isso implica custos que devem ser cortados, reduzidos ou eliminados, quando for possível".

O presidente da federação diz ainda que os principais atletas -- João Silva, João Pereira e Miguel Arraiolos -- estão "salvaguardados" nos testes de aferição nacionais, uma vez que "os atletas serão divididos por níveis de excelência". "Nestes casos, e dado o seu valor, não precisam ser submetidos a provas de seleção", afirmou.

Nos Jogos Olímpicos Londres'2012, João Silva foi nono e Bruno Pais 41.º

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