Vanessa Fernandes: «Medalhas de bronze perdem a cor original»

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Desde 2004, altura em que conquistou o seu primeiro título europeu de elites, então com 18 anos, que Vanessa Fernandes não sabia o que era estar noutro lugar do pódio que não fosse o 1.º. Uma nova sensação viveu ontem a triatleta em Holten, na Holanda, ao terminar o Europeu deste ano no 3.º lugar - atrás da suíça Nicole Spirig (1.ª) e da luxemburguesa Elizabeth May (2.ª) -, após se ter sagrado campeã durante cinco anos consecutivos.


"As medalhas de bronze perdem a sua cor original e ganham uma outra esquisita. Isso não acontece com as de ouro", disse em jeito de brincadeira Vanessa Fernandes, já mais descontraída, quando assistia à prova dos colegas de elites. A filha de Venceslau Fernandes reconheceu que lhe faltam ainda muitas horas de trabalho para chegar ao nível a que se encontram algumas adversárias.


"Podemos ter muito talento, mas se não tivermos meses de trabalho, rotina de provas, as coisas acabam por não correr bem. E é isso que se passa neste momento comigo, que cheguei a este Campeonato Europeu apenas com um mês de treino seguido", disse.


O Europeu de Holten marca o regresso de Vanessa Fernandes à alta competição, após os Jogos Olímpicos e depois de uma fratura de clavícula. "Custou-me um pouco a prova. Não tive boas sensações, nem a nadar, nem a correr", referiu. A triatleta do Benfica tentou encarar a prova sem grande pressão, mas no final era visível algum descontentamento.


"Fico feliz com este resultado, tendo em conta tudo o que se passou para trás, mas isto é um Europeu... Venci nos últimos cinco anos, agora tenho o bronze. É preciso encarar isto da melhor maneira. Dá-me outro traquejo, outro tipo de experiência, e mais força mental", refere a vice-campeã olímpica em Pequim'2008.


 

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