Vasco Vilaça e o 'roubo' de Hauser: «Foi o maior anti-fair play que já vi»

Campeão do mundo de triatlo de Elites lamenta forma "muito feia" como o australiano lhe bloqueou a hipótese de ultrapassagem

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Hauser e Vilaça
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Vasco Vilaça
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Vasco Vilaça (ao centro) campeão do Mundo de triatlo
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Vasco Vilaça
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Vasco Vilaça (ao centro) campeão do Mundo de triatlo
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Vasco Vilaça (ao centro) campeão do Mundo de triatlo
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O campeão do mundo de triatlo de Elites, Vasco Vilaça, lamentou esta segunda-feira a forma "muito feia" como Matthew Hauser lhe venceu no domingo na , com um sprint que não deseja ver repetido na modalidade.

"Digo sem medo nenhum que achei muito feio o modo como o australiano acabou a prova. Deveria haver regras contra isto. Sem dúvida que há regras de fair play e isto foi o maior anti-fair play que já vi", criticou, em declarações à Lusa, .

Com o título garantido, uma vez que lhe bastava terminar até quinto, Vasco Vilaça e o australiano, campeão em 2025, disputaram mais um sprint para vencer a superfinal que encerrou a época, com Hauser a mudar de trajetória quando vê o luso a avançar, bloqueando a hipótese de ultrapassagem.

Quando estava a passá-lo, a forma como ele se atira para cima de mim, bloqueia e puxa-me para o lado... cheguei ao ponto que tive que começar a lutar contra ele, senão nem conseguia entrar na meta
Vasco Vilaça

"Ele já me ganhou muitos sprints e respeitei-o quando foi melhor do que eu. Quando estava a passá-lo, a forma como ele se atira para cima de mim, bloqueia e puxa-me para o lado... cheguei ao ponto que tive que começar a lutar contra ele, senão nem conseguia entrar na meta. Foi muito feio...", recordou.

Vasco Vilaça terminou a época com 5.006,25 pontos, superando o australiano por 260,49, num pódio que contou com o jovem português Ricardo Batista, a 934,80 pontos.

Ainda assim, Vilaça não escondeu alguma frustração: "Sinto que me roubou o primeiro lugar, mas, pior, é que foi muito feio e não foi justo. A parte bonita do desporto é sermos realmente justos e respeitarmo-nos uns aos outros, quem é mais forte do que nós e trabalhar para sermos melhores. Joguei justo toda a época. Custou-me muito no momento, estive ali um minuto depois da prova muito chateado com isso, mas não quis estragar o meu momento de celebração do título mundial por uma coisa feia que outra pessoa fez".

O português de 26 anos não quer alterar o resultado da prova, mas entende que "provavelmente deveria ser feito algum tipo de protesto", para evitar que situações análogas manchem novamente a verdade desportiva.

Vasco Vilaça garantiu a Portugal o primeiro título mundial de Elites masculino, juntando-se a Vanessa Fernandes, que o tinha conseguido no feminino, em 2007: Ricardo Batista completou o pódio mundial, que coloca o país como uma das nações mais competitivas do triatlo internacional.

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