A dupla portuguesa Jorge Lima/José Costa, que terminou este domingo o Europeu de 49er em vela na 14.ª posição, disse ter "muitas expetativas" para os Jogos Olímpicos de 2016, que se vão disputar no Rio de Janeiro.
Depois de ter dominado a fase de qualificação, a dupla portuguesa acabou por ir caindo de posição na fase final desta prova que decorreu de 4 deste mês até este domingo nas cidades do Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos, juntando 125 tripulações de 36 países.
"Sem dúvida [que temos grandes expetativas para os Jogos Olímpicos]. Estamos a fazer uma grande preparação dentro das nossas possibilidades. A fase de qualificação deste campeonato foi exatamente o espelho disso. Estivemos muito fortes. Há uma série de coisas a pensar e vamos trabalhar e evoluir", disse aos jornalistas o velejador Jorge Lima.
Já o companheiro de equipa, José Costa, apesar de reconhecer que as expetativas para este campeonato passavam por ficar entre os dez primeiros, fez um balanço "positivo" de todo o evento: "É um europeu com nível de mundial e a classificação prova isso. Portugal está de parabéns e a organização está de parabéns e nós estamos de parabéns também."
Questionados sobre quais as principais dificuldades que encontraram ao longo das regatas, ambos não esqueceram que "às vezes falta um bocadinho de sorte", numa modalidade, a vela, em que as "oscilações do vento podem significar posicionamentos melhores ou não face à frota".
"Infelizmente parece que essa pontinha de sorte, que faz tanta falta para nos descolarmos, nunca esteve do nosso lado e acabámos por fazer resultados medianos", descreveu José Costa, enquanto Jorge Lima também destacou que "o alto nível da frota dificultou muito as tomadas de decisão" e o facto de, "apesar das boas opções tomadas", terem enfrentado "equipas que viravam em cima" do barco português, obrigando-os "a alterar a estratégia".
Os neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke foram os vencedores do Europeu de 49er, uma dupla que não perde qualquer campeonato desde 2012, uma marca que a equipa portuguesa gostava de interromper.
"Sem tirar o mérito - porque eles têm sido excecionais e melhores do que aqueles que têm o mesmo nível e melhores condições - passei para as finais deste campeonato à frente deles e agora ainda estou com mais vontade de tentar, quem sabe até aos Jogos Olímpicos, tirar-lhes essa imbatibilidade que eles têm tido", disse Jorge Lima.
Já Peter Burling, em jeito de balanço deste evento, falou de "algumas dificuldades" encontradas ao longo das provas, mas reconheceu estar "contente" por manter a invencibilidade.
"A pressão é cada vez maior e também o foi aqui, mas correspondemos e estamos muito contentes", disse o velejador neozelandês, que traçou como próximos objetivos a Americas Cup, que vai decorrer em setembro, bem como o Campeonato do Mundo, em novembro na Argentina: "Começamos bem o ano e espero que até ao final corra bem também."
Atrás da dupla neozelandesa, ficaram em segundo e terceiro lugares os alemães Justus Schmidt e Max Boehem e os ingleses John Pink e Stuart Bithell.
Se contabilizadas as posições em termos europeus - uma vez que este campeonato teve caraterísticas de open, logo foi aberto a equipas do Mundo - a dupla portuguesa ficou em 11.º lugar.