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25 fevereiro 2014 - 04:25

Gustavo Lima: «Irei com a ambição de chegar ao top 5»

Seleção Nacional da Classe Laser cumpriu 10 dias de estágio em Oeiras...

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A Seleção da Classe Laser, com o olímpico Gustavo Lima, Rui Silveira e Eduardo Marques, acabou ontem um estágio de 10 dias em Oeiras, com a missão do dever cumprido e renovadas esperanças para o ciclo dos Jogos do Rio, em 2016.

“O trabalho foi muito positivo, pois tivemos a companhia de velejadores experientes, como o australiano Tom Burton, 2.º do ranking mundial. Estou à procura do meu ritmo, de maneira a continuar a evoluir até ao Rio’2016. Provavelmente, serei o representante de Portugal, que só pode participar com um velejador na classe e não fujo às minhas responsabilidades. Irei com a ambição de chegar ao top 5. Tenho 36 anos, mas nada é impossível. O brasileiro Robert Scheidt, por exemplo, foi campeão mundial aos 40 anos”, assinalou Gustavo Lima a Record.

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Enquanto Rui Silveira e Eduardo Marques seguem hoje para Cádiz, para disputarem mais uma prova, o velejador de Cascais, que em quatro Jogos Olímpicos obteve um 4.º lugar em Pequim’2008, só vai regressar à competição em Palma de Maiorca, a 31 de março, também em Espanha, prova de Grau 1 pontuável para o ranking mundial. Gustavo Lima explicou as suas opções:“Vou a Palma e, 15 dias depois, estarei em França. O objetivo são os Mundiais e Europeus, pelo que tenho de gerir as saídas, para não me desgastar financeira e fisicamente, pois perco sempre muito peso. Sou profissional a 100% na disponibilidade, mas o financiamento do Nível 3 do Projeto Olímpico não permite estar em todas as provas de que gostaríamos...”

Barcos à medida de cada velejador

Gustavo Lima, que tem tido o apoio dos preparadores físicos Nuno Laurentino (antigo nadador olímpico) e de Paulo Rocha (CAR do Jamor), ficou satisfeito com as novas regras da Federação Internacional, que permitem a utilização de um barco personalizado à medida de cada velejador:“Já foram feitos testes para adaptar a embarcação à minha medida, tendo em conta as características técnicas e físicas. Até agora, o material era fornecido pelas organizações, teoricamente igual para cada um dos atletas, mas não existia uma fiscalização rigorosa. Chega de amadorismo.”

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