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Sem mãos a medir na Volvo Ocean Race
Cada embarcação paga 1,225 milhões de euros pelos serviços
É aconselhável uma ida ao ginásio bem cedo e tomar um bom pequeno-almoço para às 8 horas estar atento e receber as orientações para o dia – esta é basicamente a rotina das 40 pessoas que trabalham diariamente no estaleiro da Volvo Ocean Race, montado em Algés.
A área coberta estende-se por mil metros quadrados e ali estão abertos os contentores para todo o tipo de serviço.
Não há, de facto, mãos a medir para tanto trabalho. O mais simples pormenor conta para garantir o funcionamento dos barcos quando estes vão para o mar, sujeitos às intempéries.
Apesar de os custos serem muito elevados, a ideia é verificar o material para evitar surpresas, seja nos mastros, nas velas, nos cascos e nas peças de suporte.
A obrigatoriedade de os barcos serem iguais facilitou imenso a tarefa e para esta 12.ª edição foi apresentado um novo modelo – um estaleiro que fornece apoio a todas as equipas e que está montado em cada paragem da prova. O espaço é alugado e custa 1,225 milhões de euros a cada equipa para este ano, traduzindo-se num pacote de 4 mil horas de serviços. Em média, há 400 horas em cada paragem, podendo cada equipa contratar reparações adicionais. "É mais barato e funcional porque o material usado é o mesmo para todas as embarcações. O segredo passa pela arte de navegar e por pormenores ligados à resistência física de cada membro da tripulação", esclareceu Rodrigo Moreira Rato, diretor de comunicação da paragem da Volvo Ocean Race em Lisboa. Tanto assim é que as equipas com maior orçamento contrataram nutricionistas que estudam até a perda de calorias de cada membro da tripulação.