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Competir no continente com o coração na ilha

A tragédia que se abateu sobre a Madeira foi vivida intensamente por atletas, técnicos e dirigentes que, por esta ou aquela razão, se encontravam fora do arquipélago. Assim, enquanto chuvas diluvianas desde as 7 horas da manhã, até meio da tarde, caíam no Funchal, a equipa de voleibol do Marítimo, que jogava ao final da tarde com o Sp. Espinho, vivia momentos de angústia no continente, sobretudo por não conseguir estabelecer contactos com a Madeira, e respetivos familiares.

O nosso jornal ouviu alguns dos intervenientes sobre a forma como estavam a viver a situação. Rui Caldas, natural do continente mas há muitos anos radicado no arquipélago, tendo mesmo casado com uma madeirense, deu conta dos momentos vividos até à hora do jogo: "Jogámos com os telemóveis ligados no banco dos suplentes. No meu caso pessoal não houve problemas de maior, apenas um cunhado que foi localizado mais tarde. Todos os familiares dos atletas estão bem. Soubemos que o aeroporto já abriu, e a nossa intenção é ir já para lá, pois queremos chegar ao Funchal o mais depressa possível."

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Drama

O técnico Vagner Aragão viveu momentos muito angustiantes pelo facto da sua esposa estar no local do trabalho, no centro do Funchal.

"Ela esteve retida, no meio do caudal das águas, acabou por ser retirada, e depois, lá mais no alto, um cunhado conseguiu levá-la para casa, e está bem. Foi uma situação complicada porque viu dois corpos arrastados na corrente de uma ribeira, tendo mesmo desmaiado. Foram momentos muito complicados, vividos até meio da tarde, pois as ligações eram muito difíceis", explicou o responsável técnico do Marítimo.

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Jovens em Lisboa

Se a equipa de voleibol do Marítimo viveu sob angústia o jogo em Espinho, o mesmo aconteceu com os jovens juniores do emblema funchalense, que também se encontravam em território continental quando o vendaval se abateu sobre a ilha. Em jogo da Zona Sul da 1.ª Divisão de juniores, o Marítimo defrontou o Estrela da Amadora, no Monte da Galega. A equipa insular viajou na noite de sexta-feira para Lisboa, e pôde por essa razão cumprir o jogo. Apesar das preocupações com familiares e amigos, os madeirenses até estiveram a ganhar, mas deixaram-se empatar.

Sporting preso

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Diferente situação viveu a equipa de juniores do Sporting, que viajara na sexta-feira para a Madeira, para defrontar o Nacional. Ontem, porém, os jovens leões nem chegaram a sair do hotel: os acessos rodoviários à Choupana estavam muito danificados e o relvado impraticável. A comitiva, liderada pelo diretor Mário Lino, ficou a aguardar luz verde para regressar a Lisboa.

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