A Federação Portuguesa de Voleibol (FPV) consolidou, uma vez mais, o seu papel de entidade exemplar na promoção dos valores éticos no desporto, ao ser agraciada com o Prémio Cartão Branco – Entidades 2024/2025, atribuído pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), no âmbito do Plano Nacional de Ética no Desporto (PNED).
Este reconhecimento repetido — a FPV já havia sido distinguida na época 2022/2023 — atesta o compromisso contínuo e estrutural da Federação com o fair play e as boas práticas, valores essenciais que o Cartão Branco visa destacar.
O trabalho da FPV vai além do campo de jogo, focando-se na formação integral. Como salientou o Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, o foco está em formar “pessoas, com carácter, com sentido de justiça, com respeito pelos outros”, mais do que apenas atletas. A FPV adota esta visão, entendendo que a ética desportiva é uma “construção contínua” que se manifesta diariamente, em competição e treino, dentro e fora do campo.
A distinção é encarada pela Federação, na voz de Susana Moreira, Secretária do Gabinete da Presidência da FPV, com “enorme orgulho e sentido de responsabilidade”, funcionando como uma forte motivação para “continuar a promover os valores da ética e do fair play no desporto”.
Este prémio é um “reconhecimento coletivo”, que a FPV estende a toda a sua estrutura federativa — incluindo o Presidente, Vicente Araújo, associações, clubes, dirigentes, árbitros, treinadores e atletas. São todos estes agentes desportivos que, no dia-a-dia, vivem e aplicam estes valores.
A FPV reforça o seu desígnio na promoção de um “desporto limpo, mais justo, mais inclusivo e mais humano”, reiterando a sua missão de liderar pelo exemplo na construção de um ambiente desportivo mais ético em Portugal.
Seguem-se exemplos de Conduta Ética no Voleibol, apesar de a época ainda estar no seu início.
Nestes casos, o Cartão Branco foi exibido em reconhecimento à prioridade dada à saúde do adversário, um ato claro de cooperação e atitudes de respeito:
– No jogo VC Viana-Belenenses (Campeonato Nacional da 2ª Divisão feminina), a jogadora nº 9 e fisioterapeuta de profissão, Marta Cristo, viu o Cartão Branco por socorrer prontamente uma jogadora adversária no decorrer do 3º set.
– O mesmo aconteceu no jogo Castêlo da Maia - Clube Kairós (Liga Una Seguros - 1ª Divisão masculina), onde o cartão foi atribuído a Jorge Branco, fisioterapeuta dos maiatos, por uma ação idêntica de socorro no decorrer do 3º set.
O cartão salienta aqui a importância da ética no desporto e do sentido de justiça dos atletas:
–No jogo Clube Atlético Rabo de Peixe - Associação Desportiva e Recreativa Escolar Praiense (6ª jornada da 2ª Divisão dos Açores - masculinos), foi mostrado o Cartão Branco ao jogador nº 4 do CARP, por ter confessado ter tocado na bola quando fez bloco, apesar do árbitro ter assinalado antes o ponto para a sua equipa.
O cartão reconheceu o papel dos treinadores como promotores de fair play e cidadania no desporto:
– No jogo Sporting-Famões (4ª jornada do Campeonato Nacional de Juvenis A femininos), o Cartão Branco foi exibido aos treinadores de ambas as equipas por terem “mostrado um nível de fair-play e verdade desportiva muito rara”, tendo inclusive auxiliado o árbitro em várias decisões complicadas.
– Já no jogo Grupo Desportivo e Cultural de Gueifães - Ginásio Clube Vilacondense (Campeonato Nacional da 2ª Divisão masculina), o Cartão Branco foi atribuído ao jogador nº 18 da equipa do GC Vilacondense, João Carriço, pelo fair-play demonstrado pelo atleta no decorrer de uma jogada.