João Brenha: «Não surgem jovens com valor suficiente»

João Brenha: «Não surgem jovens com valor suficiente»
• Foto: PEDRO SIMÕES

Há três anos retirado dos pavilhões, João Brenha continua a seguir com atenção o que se vai passando no voleibol português. O antigo jogador, de 43 anos, não tem dúvidas que a modalidade atravessa uma fase menos boa, que se traduz em vários fatores, nomeadamente na formação. Ou seja, Brenha considera que pouca coisa foi aproveitada da geração de ouro do voleibol nacional, impulsionada com a chegada em 2001 do técnico luso-cubano Juan Diaz.

“Não têm surgido jovens com valor suficiente para colmatar a saída de estrangeiros e também de alguns portugueses de grande valor. Considero que o nível tem baixado. É necessário por isso um trabalho consistente de base e não ficar à espera de geração espontânea.” O trabalho de formação que o ex-jogador do Sp. Espinho defende deve também estender-se à vertente de praia. Afinal, depois da dupla Maia/Brenha, o que resta também do voleibol de praia? “Defendo uma aposta a cem por cento no valor português, ou seja, selecionar-se um grupo de jogadores e trabalhar o ano inteiro na areia. Só desta forma poderemos aspirar a ter novamente duplas a jogar o circuito mundial e, quem sabe, de novo uns Jogos Olímpicos.”

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João Brenha não gosta igualmente que as equipas portuguesas não disputem com frequência as competições europeias, quando o nosso país já fez história, com a conquista da Top Teams Cup em 2001. “Com uma participação na Europa ganha o clube, a modalidade e o país”, criticando a ausência do Benfica.

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Quanto ao modelo de disputa do Campeonato, prefere duas fases (50 por cento dos pontos na 2.ª), depois um playoff de 6 e a final à melhor de 5 jogos.

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