É um dos mais conceituados voleibolistas portugueses e está há 7 anos a jogar na Alemanha. Tem uma carreira recheada de títulos e aos 33 anos não rejeita a hipótese de regressar a casa.
RECORD – Como começou o seu percurso no voleibol?
JOÃO JOSÉ – Foi uma sequência de sorte. Com decisões aparentemente erradas, que acabaram por ser certas, e com acontecimentos positivos e negativos. Começa com o fim do clube onde jogava, o Che Lagoense [n.d.r.: em 1997, quando tinha 19 anos]. Daí decidi rumar ao Norte do país, que é onde tudo acontece ao nível competitivo, para ir à procura de clube. Estive no Sp. Espinho, no Esmoriz e também cheguei a estar com o professor José Jardim [n.d.r: atual treinador do Benfica] na Lusófona. Passei 4 ou 5 dias em cada um destes clubes, mas não fiquei em nenhum deles. Depois, decidi acabar o 12.º ano e joguei basquetebol durante uma época. Entretanto, o Machico teve alguns problemas – falta de dinheiro e saída de atletas – e falaram com o treinador do Sp. Espinho, que por sua vez lhes falou de mim. Contactaram-me e em 24 horas decidi ir para lá. Foi aí que tudo começou...
R – Ao longo da carreira sentiu dificuldades pelo facto de, tendo em conta a posição em que joga [central], não ser um jogador alto?
JJ – Senti que se fosse um pouco mais alto teria tido mais facilidades. Obviamente que a minha altura me limitou muito. Se tivesse 2 metros, certamente que teria clubes mais ambiciosos interessados em mim. Mas, de qualquer maneira, fui muito feliz por chegar à equipa onde estou agora [n.d.r: VFB Friedrichshafen (Alemanha)]. No que diz respeito a estrutura e método de trabalho não deve haver muitos clubes como este na Europa e, arrisco mesmo, no Mundo. Por isso acabei por ter sorte. Fui completamente às escuras e acabei por ficar até hoje.
Leia esta entrevista na íntegra na edição impressa de Record desta quinta-feira
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