Jogar apenas por amor à camisola

A formação feminina do Ginásio de Santo Tirso integra esta temporada a elite nacional. Se o Belenenses foi o campeão da A2, a surpreendente desistência do Ala de Nun’Álvares acabou por abrir as portas do escalão máximo à formação tirsense.

Manuel Almeida, de 35 anos, que tem sido o técnico nos últimos anos, explica as vantagens, mas também as dificuldades que a equipa vai encontrar. “Este é um prémio merecido para o grupo de trabalho, que evidenciou sempre uma grande união, sem qualquer remuneração e com condições mínimas de apoio. Mas estamos preocupados. Apesar de as atletas continuarem a jogar por amor ao voleibol, a 1.ª Divisão tem outras exigências a vários níveis, sobretudo o competitivo. Temos muitas dificuldades, mas está prometido podermos treinar e jogar no Pavilhão Municipal, o que já é uma grande vitória”, afirma.

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Sensibilidade

Percebe-se, nas suas palavras, que existe alguma falta de sensibilidade das forças vivas da cidade: “Julgo que há falta de ambição, apesar de os sócios apoiarem. Não faltam raparigas e rapazes que queiram jogar e que até são chamados às Seleções. Mas, depois, sem apoios, acabam por não voltar.”

Manuel Almeida justifica o sucesso desportivo da equipa com “um núcleo duro de atletas com grande experiência”, cujo exemplo é “seguido a peito pelas atletas mais novas”. Quanto a objetivos, Manuel Almeida admite grandes dificuldades. “Reforços não há, salários também não. Logo, a manutenção é a nossa primeira prioridade e a possibilidade de participar na elite feminina é uma boa experiência, sobretudo para as jogadoras mais novas”, conclui.

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