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Manuel Silva: «Estou bem fisicamente mas tudo tem um fim»

Manuel Silva: «Estou bem fisicamente mas tudo tem um fim»
• Foto: MANUEL ARAÚJO

É com serenidade que Manuel Silva fala do adeus à Seleção Nacional. Mas é também na ternura dos 40 anos que deixa claro o seguinte: “Não abandonei por qualquer problema físico. Estou bem. E sempre disse que seria eu a decidir. Mas tudo tem início, meio e fim. E, para mim, esta era a altura certa para pôr um ponto final na minha carreira ao nível da Seleção. Quis fazê-lo estando ainda por ‘cima’ e não arrastando-me.” Em 2009, o atacante de Gondomar fez uma pausa na Seleção, mas na altura para dar apoio à família, e numa altura em que tinha sido pai.

O jogador sublinha, aliás, que pretende continua a “jogar ao nível de clubes”. Para tal, tem várias proposta, sendo que uma delas é do Sp. Espinho, equipa onde atuou a época passada. “Eles querem que renove.” A equipa espinhense é, de resto, uma das que ficarão para sempre ligadas à sua carreira, tendo festejado com os tigres quatro dos oito títulos nacionais. Os outros foram conseguidos com as camisolas do Castelo da Maia (2), Fonte Bastardo (1) e Sória (1), de Espanha.

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Longo percurso

Manuel Silva é, pois, um dos mais emblemáticos jogadores portugueses, tendo estado nos grandes momentos da Seleção Nacional, como foi o histórico 8.º lugar alcançado no Campeonato do Mundo de 2002, onde foi, de resto, considerado o segundo melhor recetor, ele que é, por natureza, um atacante. Durante 23 anos envergou a camisola com as cores nacionais, mas já perdeu a conta ao número de internacionalizações. “O número certo não sei. Mas são mais de 250”, esclarece Silva, frisando ainda que quase todas foram conseguidas como sénior. “Só joguei uma época como júnior, depois foi sempre na principal Seleção Nacional.” O último jogo do atacante por Portugal foi no domingo, diante da Coreia, a contar para a Liga Mundial. Um jogo em que a Seleção perdeu, mas que em nada belisca o adeus do jogador.

Com a saída do atacante, e já antes de Carlos Teixeira – o líbero conta também com mais de 230 internacionalizações –, o capitão de Portugal, João José, passa agora a ser o mais internacional, também já com mais de 200 jogos.

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