Caíque Silva: «Situações que não consigo compreender»

Capitão da Fonte revela que colegas cabo-verdianos foram alvo de insultos racistas

Caíquei Silva, capitão da Fonte do Bastardo, nascido no Brasil há 33 anos, mas também com nacionalidade portuguesa, sente-se indignado e revoltado com o facto de alguns companheiros de equipa terem sido alvo de insultos racistas, em Matosinhos, no jogo com o Leixões para o campeonato nacional.

"Não fui eu o alvo desta vez, mas senti-me ofendido e por ser o capitão achei que devia falar sobre o assunto", disse-nos Caíque Silva, que não quis revelar o nomes dos colegas visados, referindo apenas tratar-se de dois cabo-verdianos. "Insultaram-nos com termos racistas, que dispenso dizer. Ainda por cima foi um grande jogo, um grande espetáculo, daqueles jogos que nunca queremos que acabe, o incidente passou-se durante o jogo", frisou ainda o luso-brasileiro, que confessou já ter passado por situação idêntica há alguns anos. "Foi numa final da Taça de Portugal."

Caíque Silva está há vários anos no nosso país e na Fonte do Bastardo e depois de obter nacionalidade portuguesa, foi chamado à Seleção no ano passado, tendo feito parte da equipa que logrou o apuramento para o Europeu. Por isso, sente-se ainda mais indignado com o que se passou no reduto do Leixões.

"É mesmo mau nos dias de hoje ainda acontecerem situações destas, não consigo mesmo compreender e, por isso, não podia deixar passar em claro."

Punição para ser exemplo

Ainda que jogador e equipa não generalizem os atos a todos os adeptos do Leixões, nem aos seus dirigentes, Caíque Silva refere que tem de haver consequências. "Se tiver de haver uma punição para ser um exemplo, que assim seja. Isto tudo vai contra o que é o espírito do desporto."

Por Ana Paula Marques
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