Portugal enfrenta França nos 'oitavos' do EuroVolley: «Conseguir manter a nossa identidade»
Selecionador João José vibrou com vitória da Macedónia frente a Israel
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Contra todas as expectativas, a Macedónia bateu mesmo Israel e apurou Portugal para os oitavos de final do Campeonato da Europa. Foi com o coração nas mãos que o selecionador viveu esse momento que agendou para sábado um encontro contra França, 1.º do Grupo D.
Ajuda da Macedónia: "Quando estamos dependentes dos outros fica sempre um pouco assim, um carrossel de emoções, mas o desporto é isto. Se fosse de outra forma, seria outra coisa qualquer e não movimentava as multidões que consegue movimentar. Agora é olhar para a frente, para a próxima fase. Temos aqui alguns dias para nos conseguirmos organizar para aquilo que vem à frente e continuar a trabalhar."
Mentalidade dos jogadores: "Eles agora conseguem passar à fase seguinte e têm de, de alguma forma, recuperar o foco. Primeiro, há aquela questão de extravasar as emoções por alcançar um objetivo que parecia estar longe e que, afinal, conseguimos atingir. Temos de trazer para nós as coisas boas que aconteceram, porque conseguimos passar."
Grupo difícil: "Não temos falado muito nisto, mas tínhamos um calendário difícil. Começámos com o pior calendário possível, contra uma Polónia extremamente forte, o que podia mexer um bocadinho com a confiança no trabalho e neles próprios. Depois fomos para uma Bulgária igualmente forte e chegámos ao terceiro jogo, com Israel, ou seja, três jogos quase consecutivos... Tudo isto podia mexer com o trabalho e com o objetivo, mas não mexeu."
Foco da equipa: "Conseguimos trabalhar bem com Israel e depois o jogo acabou por cair para eles. Fizemos o trabalho que tínhamos de fazer com a Ucrânia. Era um jogo difícil, igualmente difícil depois de Israel, mas conseguimos fazer um encontro equilibrado. Fomos capazes de levar para a Macedónia o melhor que veio dos outros encontros. Era sempre um jogo de pressão, porque precisávamos de ganhar. Precisávamos de limpar um bocadinho aquilo que era a nossa imagem e trazer isso para o jogo, para conseguirmos lutar, no dia seguinte, por essa possibilidade de passar à fase seguinte. Trabalhámos até ao final, até ao último dia, até ao último momento, de forma a conseguirmos atingir esse objetivo."
Segue-se a França: "Penso que, contra os adversários desse patamar, como Polónia, Bulgária e Ucrânia, conseguimos efetivamente manter aquilo que é a nossa identidade e o nosso jogo, mas acabamos sempre por colapsar devido à superioridade do adversário. Ainda assim, acho que conseguimos fazê-lo durante mais tempo. É possível fazê-lo durante mais tempo. E é para isso que nos temos de preparar para o próximo domingo."