Voleibol nacional pronto para crescer: «Está vivo e recomenda-se»

Seleções femininas e masculinas fizeram boas prestações nos europeus e Vicente Araújo diz que o futuro é risonho

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Vicente Araújo e Carlos Ferreira
Vicente Araújo e Carlos Ferreira • Foto: José Gageiro/Movephoto
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“O voleibol está vivo e recomenda-se”. Foi desta forma que Vicente Araújo olhou para o presente da modalidade a nível nacional, numa reflexão que serviu de mote para lançar as bases para um futuro que emerge risonho, especialmente agora que as seleções masculina e feminina assinaram boas prestações nos respetivos Europeus.

“No masculino, a leitura é positiva. O resultado foi bom, passámos aos oitavos de final e perdemos com a França, não foi a França que nos ganhou. Estar nos 'oitavos' na Europa, onde estão as equipas mais fortes, é positivo. Em relação ao feminino, temos uma equipa jovem, de muito valor e com muito para crescer”, disse o presidente da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV), à margem da renovação do protocolo com a Solverde para os patrocínios da Seleção Nacional feminina e do campeonato nacional do género.

Os resultados e a aposta na formação, com um “grande crescimento do número de mulheres no voleibol, deixam Vicente Araújo confiante de que haverá mais sucessos pela frente. “Estou convicto de que na próxima competição internacional, no próximo Europeu, no próximo Mundial, elas vão estar, efetivamente, mais fortes ainda e a fazer melhor do que fizeram neste Europeu”, referiu.

Em representação da Solverde neste ato solene esteve Carlos Ferreira, que afirmou ser “um orgulho” para a marca seguir associada à modalidade. "É com orgulho que a Solverde.pt dá continuidade ao facto de estar presente ao lado da Federação Portuguesa de Voleibol no crescimento do voleibol feminino, com a Seleção a conquistar o seu espaço internacional e no principal campeonato português, que é já uma das melhores ligas da Europa”, disse o dirigente.

Hugo Silva satisfeito

Hugo Silva, selecionador nacional de voleibol feminino, disse-se satisfeito com os oitavos de final atingidos no Europeu.“Foi um caminho de quatro anos. A equipa foi crescendo, demos mostras de qualidade com a conquista de uma Silver League, uma Golden League e este percurso no Europeu. Foi um crescimento evidente”, apontou.

Para manter a fasquia, porém, será preciso reformular alguns aspetos. “O voleibol cresceu muito em quantidade. Falta traduzir quantidade na qualidade que pretendemos. Temos dificuldades em encontrar atletas capazes de chegar a um nível de Seleção”, disse, numa reflexão sobre formação e o espaço que falta no contexto de clubes.

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